Jeremias 37
Argumento
Este capítulo nos leva muito perto da destruição de Jerusalém pelos caldeus, pois a história se passa no fim do reinado de Zedequias. Nele temos:
I. Uma ideia geral do mau caráter desse reinado, v. 1, 2.
II. A mensagem que Zedequias, apesar disso, enviou a Jeremias para pedir suas orações, v. 3.
III. As esperanças lisonjeiras que o povo alimentava de que os caldeus abandonariam o cerco de Jerusalém, v. 5.
IV. A garantia que Deus lhes deu por Jeremias, então em liberdade (v. 4), de que o exército caldeu retomaria o cerco e tomaria a cidade, vv. 6-10.
V. A prisão de Jeremias sob o pretexto de que era um desertor, vv. 11-15.
VI. A bondade que Zedequias lhe demonstrou quando era prisioneiro, vv. 16-21.
Versículos 1 a 10
O Reinado Ímpio de Zedequias; O Cerco de Jerusalém. (a.C. 589.)
Aqui temos:
- A pregação de Jeremias desprezada, v. 1, 2. Zedequias sucedeu a Conias, ou Jeconias, e, embora tivesse visto em seu predecessor as consequências fatais de desprezar a palavra de Deus, não tomou para si o aviso nem lhe deu mais atenção do que os outros antes dele.
Nem ele, nem os homens de sua corte, nem o povo da terra deram ouvidos às palavras do Senhor, embora elas já começassem a cumprir-se. Repare: O coração daqueles que veem os juízos de Deus sobre os outros e os sentem sobre si mesmos, mas não se humilham nem dão atenção ao que ele diz, é de fato miseravelmente duro.
Eles tinham provas suficientes de que era o Senhor quem falava por meio do profeta Jeremias; ainda assim, não quiseram ouvi-lo.
- As orações de Jeremias pedidas. Zedequias enviou-lhe mensageiros com este pedido: “Roga agora por nós ao Senhor, nosso Deus.” Já o fizera antes (Jeremias 21:1, 2), e um dos mensageiros, Sofonias, é o mesmo nas duas ocasiões.
Zedequias merece louvor por isso. O gesto mostra que havia nele algum bem: certa consciência de que precisava do favor de Deus e de que era indigno de pedi-lo por si mesmo, e certa estima pelas pessoas boas e pelos bons ministros, que tinham acesso ao Céu.
Repare: Quando estamos aflitos, devemos desejar as orações de nossos ministros e amigos cristãos. Assim honramos a oração e demonstramos estima por nossos irmãos. Os próprios reis deveriam considerar as pessoas que oram entre seu povo a força da nação, Zacarias 12:5, 10.
Contudo, isso apenas contribui para condenar Zedequias por sua própria boca. Se de fato considerava Jeremias um profeta cujas orações poderiam muito em favor dele e de seu povo, por que não acreditava nele e não dava ouvidos às palavras que o Senhor falava por seu intermédio?
Queria suas boas orações, mas não aceitava seus bons conselhos nem se deixava guiar por ele, embora Jeremias falasse em nome de Deus. Pelo pedido, fica claro que Zedequias sabia disso.
Repare: É comum que desejem receber orações aqueles que não querem aceitar conselhos. Nisso, porém, enganam a si mesmos: como esperar que Deus ouça outros falando com ele em nosso favor se não queremos ouvi-los falar conosco da parte dele e em favor dele?
Muitos que desprezam a oração na prosperidade se alegrarão com ela na adversidade. Agora, deem-nos do seu azeite.
Quando Zedequias mandou pedir ao profeta que orasse por ele, teria sido melhor chamar o profeta para orar com ele. Considerou isso abaixo de sua dignidade. Como podem esperar os consolos da religião aqueles que não se humilham para cumprir seus deveres?
- Jerusalém animada por esperanças lisonjeiras com a retirada do exército caldeu. Jeremias estava então em liberdade (v. 4): circulava entre o povo, podia falar livremente com eles, e eles podiam falar com ele.
Jerusalém também estava livre por enquanto, v. 5. Embora pagasse tributo ao rei da Babilônia, Zedequias fizera um pacto secreto com Faraó, rei do Egito (Ezequiel 17:15).
Por isso, quando o rei da Babilônia veio castigá-lo por sua deslealdade, o rei do Egito, embora não voltasse em pessoa depois da grande derrota que Nabucodonosor lhe impusera no reinado de Jeoaquim (2 Reis 24:7), enviou algumas forças para socorrer Jerusalém durante o cerco.
Ao saber que elas se aproximavam, os caldeus levantaram o cerco, provavelmente não por medo delas, mas por estratégia: queriam combatê-las à distância, antes que alguma força judaica pudesse juntar-se a elas.
Isso os animou a esperar que Jerusalém se tivesse livrado de uma vez por todas das mãos de seus inimigos e que a tempestade houvesse passado completamente.
Repare: Os pecadores costumam ficar mais endurecidos em sua falsa segurança pelas pausas dos juízos e pela lentidão com que avançam. Aqueles que não despertam pela palavra de Deus podem, com justiça, ser embalados até adormecer por sua providência.
- Jerusalém ameaçada com o retorno do exército caldeu e a ruína que ele traria. Zedequias mandou pedir a Jeremias que orasse por eles para que o exército caldeu não voltasse.
Jeremias, porém, mandou-lhe dizer que o decreto já havia sido promulgado e que esperar paz era tolice. Deus iniciara uma contenda com eles e a levaria até o fim: “Assim diz o Senhor: Não vos enganeis”, v. 9.
Repare: O próprio Satanás, embora seja o grande enganador, não conseguiria enganar-nos se não enganássemos a nós mesmos. Desse modo, os pecadores tornam-se seus próprios destruidores porque são seus próprios enganadores.
Isso é ainda mais grave porque recebem tantos avisos e advertências para não se enganarem e dispõem da palavra de Deus, cujo grande propósito é desfazer o engano em que vivem. Jeremias não usa metáforas obscuras; diz-lhes claramente:
(1.) Que os egípcios recuarão e voltarão, por vontade própria ou forçados, à sua terra (Ezequiel 17:17). Isso já fora dito antes (Isaías 30:7) e é repetido aqui, v. 7.
Os egípcios prestarão ajuda em vão: não ousarão enfrentar o exército caldeu, mas se retirarão às pressas. Repare: Se Deus não nos ajudar, criatura alguma poderá fazê-lo.
Assim como nenhuma força pode prevalecer contra Deus, nenhuma pode servir de ajuda sem Deus nem compensar o fato de ele se afastar de nós.
(2.) Que os caldeus voltarão, retomarão o cerco e o levarão adiante com mais vigor do que nunca: não se afastarão de uma vez por todas (v. 9); voltarão (v. 8); lutarão contra a cidade.
Repare: Deus tem comando soberano sobre todos os exércitos humanos, até sobre os que não o conhecem nem o reconhecem. Todos são levados a servir a seus propósitos.
Ele dirige suas marchas e contramarchas, suas retiradas e seus retornos, como lhe agrada. Exércitos furiosos, como ventos tempestuosos, cumprem sua palavra em todos os seus movimentos.
(3.) Que Jerusalém certamente será entregue nas mãos dos caldeus: “Eles a tomarão e a queimarão com fogo”, v. 8. A sentença proferida contra a cidade será executada, e eles serão seus executores.
“Ah, mas”, dizem eles, “os caldeus se retiraram; abandonaram a empreitada por considerá-la impraticável.”
“Ainda que a tenham abandonado”, diz o profeta, “ou melhor, ainda que vocês tivessem ferido o exército deles, matando muitos e deixando todos os demais feridos, esses feridos se levantariam e queimariam esta cidade”, v. 10.
Isso mostra que a condenação proferida contra Jerusalém é irrevogável e que sua destruição é inevitável. A cidade será reduzida a ruínas, e são esses caldeus que a destruirão; agora é inútil pensar em escapar do golpe ou resistir a ele.
Repare: Quaisquer instrumentos que Deus tenha decidido usar em algum serviço seu, seja para misericórdia, seja para juízo, cumprirão aquilo para que foram designados, por mais incapacidade ou limitação que sofram ou a que sejam reduzidos.
Aqueles por meio de quem Deus resolveu salvar ou destruir serão salvadores ou destruidores, sim, ainda que todos estejam feridos.
Pois, assim como, quando Deus tem uma obra a realizar, não lhe faltam instrumentos, embora pareçam difíceis de encontrar, também, depois de escolhê-los, eles a realizarão, embora pareçam muito improváveis para cumpri-la.
Jeremias Tenta Sair de Jerusalém; Jeremias é Preso; Jeremias Recebe o Favor do Rei. (a.C. 589.)
Versículos 11 a 20
Temos aqui mais um relato sobre Jeremias, que conta mais episódios a seu próprio respeito do que qualquer outro profeta. As histórias das vidas e dos sofrimentos dos ministros de Deus têm servido muito à igreja, assim como a pregação e os escritos deles.
I. Somos informados de que Jeremias, quando teve oportunidade, tentou sair de Jerusalém e retirar-se para o campo (v. 11, 12). Os caldeus haviam-se afastado de Jerusalém por causa do exército de Faraó, ao saberem que ele avançava em sua direção.
Jeremias então decidiu ir para o campo e, conforme a leitura à margem, sair discretamente de Jerusalém no meio do povo. Durante aquela pausa no cerco, as pessoas saíam para cuidar de seus negócios no campo.
Ele procurou escapar no meio da multidão. Embora fosse homem de grande destaque, aceitava bem o anonimato. Mesmo sendo um entre mil, contentava-se em perder-se entre muitos e ficar como que sepultado vivo num canto, numa cabana.
Não sabemos se pretendia ir a Anatote. Seus negócios talvez o chamassem para lá, mas os vizinhos dali, a menos que tivessem mudado desde Jeremias 11:21, poderiam desanimá-lo de voltar a viver entre eles.
Ou talvez planejasse esconder-se em algum lugar onde ninguém o conhecesse e realizar seu próprio desejo (Jeremias 9:2): “Ah, se eu tivesse no deserto um lugar de pousada!” Jeremias percebeu que nada podia fazer de bom em Jerusalém; trabalhara em vão entre eles e, por isso, decidiu deixá-los.
Repare: Há momentos em que é sábio para as pessoas boas retirar-se para a vida privada, entrar no quarto e fechar as portas atrás de si, Isaías 26:20.
II. Que, nessa tentativa, foi detido como desertor e lançado na prisão (vv. 13-15). Jeremias já chegara à porta de Benjamim e até ali alcançara seu propósito quando um capitão da guarda, provavelmente encarregado daquela porta, o reconheceu e prendeu.
Esse capitão era neto de Hananias, que, segundo os judeus, era o falso profeta que se opusera a Jeremias (Jeremias 28:10). Acrescentam que, por esse motivo, o jovem capitão guardava rancor contra Jeremias.
Não podia prendê-lo sem algum pretexto; a acusação que lhe fez foi: “Tu te passas para os caldeus.” Era uma história improvável, pois os caldeus já tinham ido embora, e Jeremias não poderia alcançá-los. Mesmo que pudesse, quem passaria para um exército repelido?
Com razão e com a confiança e a mansidão de um inocente, Jeremias negou a acusação: “É falso; não me passo para os caldeus. Estou indo cuidar de meus próprios assuntos legítimos.”
Repare: Não é novidade que os melhores amigos da igreja sejam apresentados como aliados de seus piores inimigos. Assim, as acusações mais infames recaem sobre as pessoas de índole mais nobre e pura.
Num mundo tão malicioso, a inocência, ou melhor, a própria excelência, não protege contra a calúnia mais vil. Quando somos falsamente acusados, podemos agir como Jeremias: negar a acusação com coragem e entregar nossa causa àquele que julga com justiça.
O protesto de Jeremias em defesa de sua integridade foi desconsiderado, embora fosse profeta, homem de Deus, homem honrado e sincero, e também sacerdote, pronto a declarar in verbo sacerdotis — sob palavra de sacerdote.
Levaram-no ao conselho privado, que não examinou nem Jeremias nem as provas contra ele. Diante da insinuação vil e maliciosa do capitão, os conselheiros se encolerizaram com Jeremias. Que justiça se poderia esperar de homens que, tomados pela ira, não queriam ouvir razão alguma?
Espancaram-no sem nenhum respeito por suas vestes e sua condição, e depois o lançaram na pior prisão que tinham, a casa de Jônatas, o escriba.
Talvez aquela casa lhe tivesse pertencido e ele a houvesse deixado pelos incômodos que apresentava, embora a considerassem boa o suficiente para servir de prisão. Ou talvez ainda fosse sua casa, e ele fosse um homem rígido e severo, que a tornava um lugar de cruel servidão para os prisioneiros.
Jeremias foi atirado nessa prisão, numa masmorra escura e fria, úmida e suja, a parte mais desconfortável e insalubre do lugar. Teria de ficar nas celas, ou cabanas, entre as quais não havia escolha, pois todas eram igualmente miseráveis.
Ali permaneceu muitos dias e, pelo que sabemos, ninguém se aproximou nem perguntou por ele. Veja que mundo é este! Os príncipes ímpios, rebeldes contra Deus, descansam com conforto e pompa em seus palácios, enquanto Jeremias, servo fiel de Deus, sofre numa masmorra repugnante. Ainda bem que existe um mundo por vir.
III. Que Zedequias finalmente mandou buscá-lo e lhe demonstrou algum favor, provavelmente só depois que o exército caldeu retornou e impôs novo cerco à cidade.
Quando desapareceram todas as esperanças vãs de que se alimentavam, confiando nas quais haviam escravizado de novo seus servos (Jeremias 34:11), ficaram ainda mais confusos e aterrorizados do que antes.
“Ah, então”, disse Zedequias, “mandem buscar depressa o profeta; quero falar com ele.” Quando os caldeus se retiraram, limitou-se a mandar pedir ao profeta que orasse por ele. Agora, com a cidade cercada novamente, mandou chamá-lo para consultá-lo. É assim que os homens se tornam religiosos quando vêm as dores.
- O rei mandou buscá-lo para uma audiência particular, como embaixador de Deus. Interrogou-o em segredo, em seu palácio, envergonhado de ser visto em sua companhia: “Há alguma palavra do Senhor?” (v. 17). Alguma palavra de consolo? Jeremias poderia dar-lhes alguma esperança de que os caldeus se retirariam outra vez?
Repare: Os que não querem ouvir as advertências de Deus na prosperidade desejam seu consolo na adversidade. Esperam então que os ministros de Deus lhes dirijam palavras de paz; mas como poderiam esperar isso? Que têm eles a ver com a paz?
A vida e o conforto de Jeremias estavam nas mãos de Zedequias, e agora o profeta tinha um pedido de favor a apresentar-lhe. Mesmo assim, aproveitou a ocasião para dizer com clareza que havia uma palavra do Senhor, mas nenhuma palavra de consolo para o rei ou seu povo: “Serás entregue nas mãos do rei da Babilônia.”
Se Jeremias tivesse consultado a carne e o sangue, teria dado uma resposta agradável. Mesmo sem mentir, poderia escolher se lhe contaria o pior naquele momento. Que necessidade havia de repeti-lo, se já lhe dissera isso tantas vezes?
Jeremias, porém, alcançara do Senhor a misericórdia de ser fiel e não se tornaria infiel a Deus nem a seu príncipe para obter misericórdia de um homem. Portanto, disse-lhe a verdade, toda a verdade.
Como não havia remédio, seria uma bondade para com o rei conhecer sua condenação: sem ser pego de surpresa, ele poderia sentir menos terror e preparar-se para tirar o melhor proveito possível de uma situação ruim.
Jeremias aproveitou a ocasião para censurar o rei e o povo pela confiança que haviam dado aos falsos profetas. Estes lhes tinham dito que o rei da Babilônia não viria ou, depois de se retirar, não voltaria contra eles, v. 19. “Onde estão agora os profetas de vocês, que lhes disseram que teriam paz?”
Repare: Os que se enganam com esperanças infundadas de misericórdia serão censurados com justiça por sua insensatez quando os fatos desmentirem suas ilusões.
- Aproveitou essa oportunidade para apresentar um pedido particular, como pobre prisioneiro, v. 18, 20. Jeremias não podia revogar a sentença que Deus proferira contra Zedequias; Zedequias, porém, podia revogar a sentença que os príncipes haviam proferido contra Jeremias.
Já que o rei o julgava digno de ser ouvido como profeta, não deveria maltratá-lo como o pior dos criminosos. Jeremias, então, apresentou-lhe uma respeitosa contestação:
“Em que pequei contra ti, ou contra teus servos, ou contra este povo? Que lei transgredi? Que prejuízo causei ao bem comum, para que me tenhais lançado na prisão?” Muitos que sofreram tratamentos duríssimos puderam fazer o mesmo apelo e demonstrar que tinham razão.
Também rogou ao rei com insistência e profundo sentimento (v. 20): “Não me faças voltar àquela prisão repugnante, à casa de Jônatas, o escriba, para que eu não morra ali.” Era a linguagem da natureza inocente, consciente de seus próprios sofrimentos e cuidadosa de sua preservação.
Embora estivesse plenamente disposto a morrer como mártir de Deus, não deixaria escapar uma oportunidade tão boa de obter alívio, para não se tornar seu próprio assassino.
Ao transmitir a mensagem de Deus, Jeremias falava com autoridade e máxima ousadia. Ao apresentar seu pedido, falava como alguém sujeito à autoridade e com a maior submissão: “Ouve-me, peço-te, ó rei, meu senhor! Seja recebida, peço-te, a minha súplica diante de ti.”
Não há aqui palavra alguma de queixa contra os príncipes que o prenderam injustamente, nem proposta de mover contra eles uma ação por prisão ilegal. Tudo se apresenta como modesto pedido ao rei.
Isso nos ensina que, mesmo quando agimos com a coragem própria dos servos fiéis de Deus, devemos comportar-nos com a humildade e a modéstia próprias de súditos obedientes ao governo que Deus colocou sobre nós. Um leão na causa de Deus deve ser cordeiro na própria causa.
Vemos que Deus concedeu a Jeremias favor aos olhos do rei:
(1.) O rei atendeu a seu pedido: cuidou para que não morresse na masmorra e ordenou que pudesse circular pelo pátio da prisão, onde faria um passeio agradável e respiraria ar livre.
(2.) Deu-lhe mais do que pedira: cuidou para que não morresse de fome, como muitos que tinham liberdade morriam por causa do aperto do cerco. Ordenou que recebesse diariamente pão dos estoques públicos, pois a prisão ficava dentro dos limites do palácio, até acabar todo o pão.
Zedequias deveria tê-lo libertado e feito conselheiro particular, assim como José foi tirado da prisão para tornar-se o segundo homem do reino. Faltou-lhe coragem para isso; já foi bom que fizesse o que fez.
Esse é um exemplo do cuidado de Deus com seus servos sofredores que lhe são fiéis. Ele pode fazer até do confinamento deles uma vantagem e transformar o pátio da prisão em pastos verdes para eles.
Pode também suscitar amigos que lhes deem sustento, de modo que fiquem satisfeitos nos dias de fome. “Na destruição e na fome rirás.”