Matthew Henry

Matthew Henry

Matthew Henry nasceu em 1662, em Broad Oak, no País de Gales, poucos meses depois de o pai dele ter perdido a paróquia por se recusar a aceitar o Ato de Uniformidade. Cresceu, portanto, numa casa de dissidentes: gente que continuava pregando fora da igreja oficial, sob restrição legal.

Foi criança doente e estudou em casa. Chegou a ir para Londres estudar direito, mas voltou para o ministério, e em 1687 assumiu uma congregação em Chester, onde ficou vinte e cinco anos. Em 1712 mudou-se para Hackney, nos arredores de Londres. Morreu dois anos depois, aos 51, depois de uma queda de cavalo na estrada.

O comentário

Ele começou a escrever a exposição em 1704, aos 42 anos, enquanto pastoreava em tempo integral. Escrevia de manhã cedo, antes do trabalho do dia.

O primeiro volume saiu em 1708. Ao morrer, em 1714, tinha chegado ao fim de Atos. Treze pastores dissidentes completaram o restante a partir das anotações e dos sermões dele, e é assim que a obra circula desde 1721.

Continua em circulação mais de trezentos anos depois.

Por que ele escreve daquele jeito

Porque a matéria-prima era sermão. Henry pregava para uma congregação que não tinha formação teológica, e o comentário mantém esse endereço: ele fala com uma pessoa de cada vez, usa imagem concreta em vez de termo técnico, e sempre chega à pergunta do que aquilo pede de quem está lendo.

É também um homem do século XVII escrevendo, e isso aparece. Ele cita o hebraico e o grego com naturalidade, discute os rabinos e os padres da igreja, e às vezes se demora numa distinção que hoje pareceria excessiva. A tradução preserva tudo isso.

Para facilitar a leitura em tela, alguns parágrafos longos foram divididos em fins de frase. A voz é preservada.

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