Matthew Henry

Gênesis 29

Argumento

Este capítulo nos dá o relato das providências de Deus a respeito de Jacó, em cumprimento das promessas que lhe foram feitas no capítulo anterior:

I. Como ele foi levado em segurança ao fim da sua viagem, e dirigido aos seus parentes de lá, que lhe deram as boas-vindas, vv. 1-14.

II. Como ele foi confortavelmente estabelecido no casamento, vv. 15-30.

III. Como a sua família foi edificada com o nascimento de quatro filhos, vv. 31-35.

Os assuntos dos príncipes e das nações poderosas que então existiam não estão registrados no livro de Deus, mas foram deixados ao esquecimento.

Já estas pequenas questões domésticas do santo Jacó são registradas em detalhe, com suas circunstâncias miúdas, para que fiquem em memória eterna. Porque “a memória do justo é bendita”.

Versículos 1 a 8

A Chegada de Jacó a Padã-Arã. (a.C. 1760.)

Todas as etapas da marcha de Israel para Canaã são assinaladas uma a uma, mas não há um relato detalhado da viagem de Jacó depois de Betel. Ele não teve mais noites tão felizes quanto a que teve ali, nem outras visões semelhantes do Todo-Poderoso.

Aquilo era destinado a ser um banquete; ele não devia esperar que fosse o seu pão de cada dia.

Mas, 1. Aqui nos é dito com que alegria ele prosseguiu na sua viagem depois da doce comunhão que teve com Deus em Betel: “Então Jacó levantou os pés”; é assim que a margem traz, v. 1.

Então ele seguiu adiante com alegria e prontidão, não sobrecarregado pelos seus cuidados nem tolhido pelos seus medos, seguro da graciosa presença de Deus com ele.

Repare: depois das visões que tivemos de Deus e dos votos que lhe fizemos nas ordenanças solenes, devemos correr o caminho dos seus mandamentos com o coração dilatado, Hebreus 12:1.

  1. Com que felicidade ele chegou ao fim da sua viagem.

A Providência o levou justamente ao campo onde os rebanhos do seu tio deviam receber água, e ali ele encontrou Raquel, que viria a ser sua esposa. Observe:

(1.) A divina Providência deve ser reconhecida em todas as pequenas circunstâncias que concorrem para tornar uma viagem, ou outro empreendimento, agradável e bem-sucedido.

Se, quando estamos sem saber o que fazer, encontramos a tempo quem nos possa orientar, ou se sofremos um revés e há quem nos ajude, não devemos atribuir isso ao acaso ou à fortuna. Foi a Providência que nos favoreceu, foi Deus quem nos ajudou.

Os nossos caminhos são caminhos de delícias, se continuamente reconhecemos Deus neles.

(2.) Quem tem rebanhos deve cuidar bem deles e ser diligente em conhecer o estado deles, Provérbios 27:23.

O que se diz aqui do cuidado constante dos pastores com as suas ovelhas (v. 2, 3, 7, 8) pode servir para ilustrar o terno desvelo que o nosso Senhor Jesus, o grande Pastor das ovelhas, tem pelo seu rebanho, a igreja; porque ele é o bom Pastor, que conhece as suas ovelhas e é conhecido delas, João 10:14.

A pedra sobre a boca do poço, tantas vezes mencionada aqui, talvez servisse para garantir a propriedade deles sobre o poço, pois a água era escassa e não havia ali usus communis aquarum, uso comum das águas.

Ou talvez protegesse o poço dos danos do calor do sol ou de alguma mão maldosa, ou ainda impedisse que os cordeiros se afogassem nele.

(3.) Interesses separados não devem nos afastar da ajuda mútua; quando todos os pastores se reuniam com seus rebanhos, como bons vizinhos, davam juntos de beber aos animais.

(4.) Convém-nos falar com cortesia e respeito aos estranhos.

Embora Jacó não fosse homem da corte, mas “homem simples, habitando em tendas”, e alheio a formalidades, ainda assim ele se dirige de modo muito gentil às pessoas que encontrou, e as chama de irmãos, v. 4. A lei da bondade na língua tem um poder que se impõe, Provérbios 31:26.

Alguns pensam que ele os chama de irmãos porque eram do mesmo ofício, pastores como ele. Embora estivesse a caminho de melhorar de posição, não se envergonhava da sua ocupação.

(5.) Quem mostra respeito costuma receber respeito. Assim como Jacó foi cortês com esses estranhos, assim os achou corteses com ele.

Quando ele se pôs a ensiná-los a despachar o seu negócio (v. 7), não lhe disseram que cuidasse dos seus próprios assuntos e os deixasse em paz; embora fosse estranho, explicaram-lhe a razão da demora, v. 8. Quem trata os outros com espírito de boa vizinhança e amizade costuma receber o mesmo tratamento.

Versículos 9 a 14

A Humildade e a Diligência de Raquel. (a.C. 1760.)

Aqui vemos:

  1. A humildade e a diligência de Raquel: ela guardava as ovelhas do seu pai (v. 9), isto é, tinha o cuidado delas, tendo debaixo de si servos que se ocupavam delas. O nome de Raquel significa ovelha.

Repare: ninguém precisa se envergonhar do trabalho honesto e útil, nem ele deve impedir que alguém melhore de posição.

  1. A ternura e o afeto de Jacó: quando ele soube que esta era a sua parenta (provavelmente já ouvira o nome dela antes), sabendo qual era a sua incumbência naquela terra, podemos supor que lhe ocorreu diretamente que esta devia ser a sua mulher.

Já cativado pelo rosto franco e formoso dela (embora provavelmente estivesse queimado de sol, e ela estivesse no traje simples de pastora), ele se mostra extraordinariamente prestativo e ansioso por servi-la (v. 10), e se dirige a ela com lágrimas de alegria e beijos de amor, v. 11.

Ela corre a toda pressa para contar ao pai, pois não acolheria a aproximação do parente sem o conhecimento e a aprovação dele, v. 12.

Essas mostras mútuas de respeito, no primeiro encontro deles, eram bons presságios de que formariam um casal feliz.

  1. A Providência fez com que aquilo que parecia contingente e fortuito desse pronta satisfação à mente de Jacó, assim que ele chegou ao lugar para onde se dirigia.

O servo de Abraão, quando veio com incumbência semelhante, encontrou encorajamento semelhante. Assim Deus guia o seu povo com o seu olhar, Salmos 32:8.

É ideia sem fundamento essa que alguns dos escritores judeus têm, de que Jacó, ao beijar Raquel, chorou porque tinha sido assaltado na viagem por Elifaz, o filho mais velho de Esaú, por ordem do seu pai, e roubado de todo o seu dinheiro e joias, que a sua mãe lhe dera quando o mandou embora.

É evidente que foram a emoção que sentiu por Raquel e a surpresa desse feliz encontro que lhe trouxeram lágrimas aos olhos.

  1. Labão, embora não fosse dos homens de melhor humor, deu-lhe as boas-vindas, ficou satisfeito com o relato que ele deu de si mesmo e da razão de ter vindo em circunstâncias tão pobres.

Enquanto evitamos, de um lado, a credulidade ingênua, precisamos tomar cuidado para não cair no extremo oposto, o da desconfiança injusta e sem caridade.

Labão o reconheceu como seu parente: “Tu és meu osso e minha carne”, v. 14. Repare: duros de coração são, de fato, os que não têm bondade para com os seus parentes e que se escondem da sua própria carne, Isaías 58:7.

Versículos 15 a 30

O Casamento de Jacó. (a.C. 1753.)

Aqui está:

I. O contrato justo feito entre Labão e Jacó, durante o mês que Jacó passou ali como hóspede, v. 14.

Parece que ele não ficou ocioso, nem passou o tempo em divertimento e passatempo; mas, como homem de negócios, ainda que não tivesse recursos próprios, aplicou-se a servir o tio, como havia começado (v. 10) quando deu de beber ao rebanho dele.

Repare: onde quer que estejamos, é bom nos ocuparmos em algum negócio útil, que venha a dar bom resultado para nós mesmos ou para os outros.

Labão, ao que parece, ficou tão tomado da habilidade e da diligência de Jacó com os rebanhos dele que desejou que ele continuasse consigo, e argumenta com toda a justeza assim: “Porque tu és meu irmão, deverias por isso servir-me de graça?”, v. 15. “Não, que razão haveria para isso?”

Se Jacó é tão respeitoso com o tio a ponto de lhe dar o seu serviço sem exigir nenhuma contrapartida por ele, ainda assim Labão não será tão injusto com o sobrinho a ponto de tirar proveito ou da sua necessidade ou da sua boa índole.

Repare: não devemos explorar os parentes em posição subordinada; se é dever deles nos servir, é nosso dever recompensá-los.

Ora, Jacó teve uma boa oportunidade de dar a conhecer a Labão o afeto que tinha por Raquel, filha dele; e, não tendo bens deste mundo à mão com que a dotar, promete-lhe sete anos de serviço, com a condição de que, ao fim dos sete anos, ele lhe desse Raquel por mulher.

Parece, pelo cálculo, que Jacó tinha agora setenta e sete anos quando se obrigou como aprendiz por uma mulher; e “por uma mulher guardou ovelhas”, Oseias 12:12.

Muito tempo depois, a posteridade de Jacó é lembrada disso como exemplo da humildade de sua origem. Provavelmente Raquel era jovem e mal tinha idade para casar quando Jacó chegou, o que o deixou ainda mais disposto a esperar por ela até completar os sete anos de serviço.

II. O cumprimento honesto da parte que cabia a Jacó no trato, v. 20. Ele serviu sete anos por Raquel.

Se Raquel continuava a guardar as ovelhas do pai (como guardava, v. 9), o convívio inocente e religioso de Jacó com ela, enquanto cuidavam dos rebanhos, não podia deixar de aumentar o conhecimento e o afeto mútuos. O cântico de amor de Salomão também se passa entre pastores.

Se ela havia deixado essa tarefa, foi muito gentil da parte de Jacó aliviá-la desse cuidado.

Jacó cumpriu honestamente seus sete anos de serviço e não quebrou o contrato, embora já fosse velho; mais do que isso, serviu de bom grado.

Eles “pareceram-lhe apenas poucos dias, pelo amor que lhe tinha”, como se fosse mais desejo dele ganhá-la do que tê-la.

Repare: o amor torna curtos e fáceis os serviços longos e duros; daí lermos do “trabalho de amor”, Hebreus 6:10.

Se soubermos dar valor à felicidade do céu, os sofrimentos deste tempo presente serão para nós como nada em comparação com ela. Uma era de trabalho será apenas como poucos dias para os que amam a Deus e anseiam pelo aparecimento de Cristo.

III. O vil embuste que Labão lhe pregou quando o seu tempo se completou: pôs Lia nos braços dele em vez de Raquel, v. 23.

Este foi o pecado de Labão: ele fez injustiça tanto a Jacó quanto a Raquel, cujos afetos, sem dúvida, estavam comprometidos um com o outro; e se (como alguns dizem) Lia não foi nisso melhor que uma adúltera, também para ela não foi pequena injustiça.

Mas foi aflição para Jacó, um desalento lançado sobre a alegria da festa de casamento, quando pela manhã “eis que era Lia”, v. 25.

É fácil observar aqui como Jacó foi pago na sua própria moeda. Ele havia levado o próprio pai por embuste quando alegou ser Esaú, e agora o sogro o levou por embuste.

Nisto, por mais injusto que Labão fosse, o Senhor foi justo; como em Juízes 1:7. Até os justos, se dão um passo em falso, às vezes são assim recompensados na terra.

Muitos que não são, como Jacó, decepcionados na pessoa, logo se veem, com igual tristeza, decepcionados no caráter.

A escolha dessa relação, portanto, dos dois lados, deve ser feita com bom conselho e ponderação, para que, se houver decepção, ela não seja agravada pela consciência de má condução.

IV. A desculpa e a reparação que Labão deu pelo embuste:

  1. A desculpa foi frívola: “Não se deve fazer assim na nossa terra”, v. 26.

Temos razão para pensar que não havia na terra dele costume nenhum como o que ele alega; ele apenas caçoa de Jacó com isso e ri do seu erro.

Repare: os que conseguem agir com maldade e depois pensam em livrar-se disso com um gracejo, ainda que enganem a si mesmos e a outros, ao fim descobrirão que “Deus não se deixa escarnecer”.

Mas se houvesse tal costume, e ele estivesse resolvido a observá-lo, deveria ter dito isso a Jacó quando este se comprometeu a servi-lo pela sua filha mais nova.

Repare: “como diz o provérbio dos antigos, a impiedade procede dos ímpios”, 1 Samuel 24:13. Os que tratam com homens traiçoeiros devem esperar ser tratados com traição.

  1. A composição que ele fez da questão só fez de mal pior: “Dar-te-emos também esta”, v. 27.

Com isso ele arrastou Jacó ao pecado, ao laço e à inquietação de multiplicar mulheres, o que continua sendo uma mancha no seu brasão, e assim será até o fim do mundo.

O honesto Jacó não tinha essa intenção; queria ser tão fiel a Raquel quanto seu pai fora a Rebeca.

Quem havia vivido sem mulher até o octogésimo quarto ano da sua idade bem poderia então contentar-se com uma.

Mas Labão, para casar as duas filhas sem lhes dar dote e obter de Jacó mais sete anos de serviço, enganou-o e o pôs em grande aperto.

Como a questão ainda não havia sido regulamentada pela lei divina (Levítico 18:18), nem mais plenamente pelo nosso Salvador (Mateus 19:5), Jacó tinha algumas razões aparentemente defensáveis para se casar com as duas.

Ele não podia recusar Raquel, pois a havia desposado; menos ainda podia recusar Lia, pois com ela já se casara; e por isso Jacó tem de contentar-se e “tomar dois talentos”, 2 Reis 5:23.

Repare: um pecado é comumente a porta de entrada de outro. Os que entram por uma porta de maldade raramente encontram saída senão por outra.

A poligamia dos patriarcas era, em certa medida, desculpável neles, porque, ainda que houvesse contra ela uma razão tão antiga quanto o casamento de Adão (Malaquias 2:15), não havia contudo mandamento expresso contra ela; era neles um pecado de ignorância.

Não era o produto de nenhuma concupiscência pecaminosa, mas era para a edificação da igreja, que foi o bem que a Providência tirou dela.

Mas isso de modo nenhum justifica prática semelhante agora, quando a vontade de Deus está claramente dada a conhecer: que só um homem e uma mulher devem unir-se, 1 Coríntios 7:2.

O ter muitas mulheres combina bastante bem com o espírito carnal e sensual da impostura maometana, que o permite; mas “não foi assim que aprendemos a Cristo”.

O Dr. Lightfoot vê em Lia e Raquel figuras das duas igrejas, a dos judeus sob a lei e a dos gentios sob o evangelho: a mais nova era mais bela e ocupava mais os pensamentos de Cristo quando ele veio em forma de servo; mas foi a outra, como Lia, que ele primeiro acolheu.

Contudo, a alegoria falha neste ponto: os gentios, os mais novos, foram mais fecundos, Gálatas 4:27.

Versículos 31 a 35

O Aumento da Família de Jacó. (a.C. 1749.)

Temos aqui o nascimento de quatro dos filhos de Jacó, todos de Lia. Observe:

  1. Que Lia, que era menos amada, foi abençoada com filhos, quando essa bênção era negada a Raquel, v. 31.

Veja como a Providência, ao distribuir os seus dons, mantém certo equilíbrio, pondo adversidades e consolos uns diante dos outros, para que ninguém seja nem exaltado demais nem abatido demais.

A Raquel faltam filhos, mas ela é abençoada com o amor do marido; a Lia falta isso, mas ela é fecunda. Assim foi entre as duas mulheres de Elcana (1 Samuel 1:5); porque o Senhor é sábio e justo.

Quando “o Senhor viu que Lia era odiada”, isto é, amada menos que Raquel, sentido em que se exige que odiemos pai e mãe, em comparação com Cristo (Lucas 14:26), então o Senhor lhe concedeu um filho.

Isso foi uma repreensão a Jacó, por fazer diferença tão grande entre as duas mulheres com quem tinha igual vínculo; uma advertência a Raquel, que talvez se gloriasse sobre a irmã por causa disso; e um consolo para Lia, para que não fosse esmagada pelo desprezo lançado sobre ela.

Assim Deus “dá honra abundante àquilo que carecia”, 1 Coríntios 12:24.

  1. Os nomes que ela deu aos filhos exprimiam a sua consideração respeitosa tanto para com Deus quanto para com o marido:

(1.) Ela parece ansiar muito pelo amor do marido: considerava a falta dele a sua aflição (v. 32). Não lhe lançava a culpa em rosto nem o censurava, tornando a convivência penosa; antes, sentia aquela falta como motivo de tristeza.

Ela tinha ainda mais razão de suportá-la com paciência porque havia consentido na fraude pela qual se tornara sua mulher.

E bem podemos suportar com paciência aquele incômodo que trazemos sobre nós mesmos pelo nosso próprio pecado e pela nossa própria loucura.

Ela prometia a si mesma que os filhos que lhe desse ganhariam para ela o lugar que desejava nos afetos dele. Chamou o primogênito de Rúben (veja, um filho), com este pensamento agradável: “Agora o meu marido me amará”; e ao terceiro filho, Levi (unido), com esta expectativa: “Agora o meu marido se unirá a mim”, v. 34.

O afeto mútuo é tanto o dever quanto o consolo dessa relação; e os cônjuges devem procurar conquistar o afeto um do outro, 1 Coríntios 7:33, 34.

(2.) Ela reconhece com gratidão a bondosa providência de Deus nisso: “O Senhor olhou para a minha aflição”, v. 32. O Senhor ouviu, isto é, tomou conhecimento de que ela era odiada (pois as nossas aflições estão diante dos olhos de Deus e também clamam aos seus ouvidos); por isso lhe deu esse filho.

Repare: seja o que for que tenhamos e contribua ou para o nosso amparo e consolo nas nossas aflições ou para o nosso livramento delas, Deus deve ser reconhecido nisso, especialmente a sua compaixão e a sua terna misericórdia.

Ao quarto ela chamou Judá (louvor), dizendo: “Agora louvarei ao Senhor”, v. 35. E este foi aquele de quem, quanto à carne, veio Cristo. Repare:

[1.] Tudo o que é matéria do nosso regozijo deve ser matéria da nossa ação de graças. Favores novos devem avivar-nos a louvar a Deus por favores anteriores. “Agora louvarei ao Senhor, mais e melhor do que tenho louvado.”

[2.] Todos os nossos louvores devem concentrar-se em Cristo, tanto como a matéria deles quanto como o Mediador deles. Cristo descendeu de Judá, cujo nome significa louvor, pois ele é o nosso louvor. Está Cristo formado no meu coração? “Agora louvarei ao Senhor.”


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