Matthew Henry

Deuteronômio 27

Argumento

Moisés expôs muito ampla e plenamente ao povo seus deveres para com Deus e uns para com os outros, em termos gerais e com exemplos específicos. Mostrou claramente o que é bom e o que a lei exige deles; ao final do capítulo anterior, pôs o povo sob a dupla obrigação do mandamento e da aliança.

Neste capítulo, ele passa a prescrever meios externos: I. Para ajudá-los a se lembrar, a fim de não esquecerem a lei como se fosse algo estranho. Deviam escrever todas as palavras desta lei em pedras, vv. 1-10.

II. Para comover suas afeições, a fim de não tratarem a lei com indiferença, como algo sem importância. Ao entrarem em Canaã, as bênçãos e maldições, sanções da lei, seriam proclamadas solenemente diante de todos os israelitas, que deveriam dizer “Amém” a elas, vv. 11-26.

E, se uma cerimônia tão solene não os impressionasse profundamente nem os tocasse com as grandes coisas da lei de Deus, nada o faria.

Versículos 1 a 10

A Exposição da Lei. (a.C. 1451.)

Aqui está: I. Uma ordem geral para o povo guardar os mandamentos de Deus, pois de nada adiantava conhecê-los, a menos que estivessem dispostos a praticá-los. Isso lhes é exigido: 1. Com toda a autoridade.

Moisés e os anciãos de Israel, líderes de cada tribo (v. 1), e depois Moisés e os sacerdotes levitas (v. 9), dão a ordem; assim, ela vem de Moisés, rei em Jesurum, e dos seus governantes, tanto espirituais quanto civis, em concordância com ele.

Para que o povo não pensasse que só Moisés — um homem idoso, prestes a morrer — fazia tanto caso da religião, ou que só os sacerdotes e levitas, cujo ofício era cuidar dela e que dela recebiam sustento, insistiam nisso, os anciãos de Israel mandaram ao seu povo que guardasse a lei de Deus.

Deus lhes dera honra e poder sobre o povo, e eram homens envolvidos nos negócios do mundo, que provavelmente continuariam assim por muito tempo depois da partida de Moisés. Moisés, tendo posto sobre eles parte da sua honra, os associa a si na comissão de dar essa ordem, assim como Paulo às vezes associa a si Silvano e Timóteo em suas cartas.

Repare: todos os que têm influência ou poder sobre outras pessoas devem usá-los para sustentar e promover a religião entre elas.

Ainda que o poder supremo de uma nação promulgue leis tão boas quanto possível para esse propósito, tudo terá pouco efeito se os magistrados inferiores em seus cargos, os ministros nos seus e os chefes de família nos deles não cumprirem suas obrigações.

  1. Com toda a insistência. Eles a apresentam com a máxima seriedade (v. 9, 10): “Toma cuidado e ouve, ó Israel.” O assunto exige e merece o mais alto grau de cautela e atenção.

Eles lhes falam do seu privilégio e da sua honra: “Hoje te tornaste o povo do Senhor teu Deus, tendo o Senhor declarado que és seu, e estando agora prestes a te dar posse de Canaã, que ele há muito prometeu como teu Deus (Gênesis 17:7, 8). Se ele tivesse deixado de fazê-lo no tempo devido, teria tido vergonha de ser chamado teu Deus (Hebreus 11:16).”

“Agora és, mais do que nunca, o seu povo; portanto, obedece à sua voz.” Os privilégios devem ser aproveitados como compromissos com o dever. Não deveria um povo ser governado por seu Deus?

II. Dá-se uma instrução específica, com grande solenidade, para registrar as palavras desta lei assim que entrassem em Canaã. Isso seria feito uma só vez, ao entrarem na terra prometida, como sinal de que tomavam posse dela sob as várias ressalvas e condições estabelecidas por essa lei.

Houvera uma ratificação solene da aliança entre Deus e Israel no monte Sinai, quando se ergueu um altar com doze colunas e o livro da aliança foi apresentado (Êxodo 24:4). O que se designa aqui é uma cerimônia um tanto semelhante.

  1. Deviam erguer um monumento no qual deviam escrever as palavras desta lei:

(1.) O monumento seria muito simples: apenas pedras brutas, sem lavra, cobertas de cal; não mármore polido ou alabastro, nem placas de bronze, mas cal comum sobre pedra (v. 2).

A ordem é repetida (v. 4), com a instrução de escrever não com grande esmero para ser admirada pelos apreciadores, mas de modo bem claro, para “que a possa ler aquele que corre” (Habacuque 2:2). A palavra de Deus não precisa da arte humana para parecer atraente, nem de palavras persuasivas da sabedoria humana.

(2.) A inscrição, porém, seria extensa: “Todas as palavras desta lei”, v. 3, e novamente, v. 8. Alguns entendem que se tratava apenas da aliança entre Deus e Israel, mencionada em Deuteronômio 26:17, 18.

Que esse monumento sirva de testemunha, como o memorial da aliança de Labão com Jacó, que nada mais era que um monte de pedras juntadas às pressas, sobre as quais comeram juntos como sinal de amizade (Gênesis 31:46, 47), e como a pedra erguida por Josué (Josué 24:26).

Outros pensam que se escreveram nele as maldições da aliança neste capítulo, sobretudo porque foi erguido no monte Ebal (v. 4). Outros ainda entendem que se escreveu o livro inteiro de Deuteronômio, ou pelo menos os estatutos e juízos de Deuteronômio 12 até o fim de Deuteronômio 26.

Não é improvável que o monte de pedras fosse grande o bastante para receber uma inscrição tão extensa em todos os lados, a menos que, como alguns supõem, tenham sido escritos apenas os dez mandamentos, como cópia autêntica dos rolos fechados guardados na arca.

Deviam escrever depois de entrar em Canaã; contudo, Moisés diz (v. 3): “Escreve, para que possas entrar”, isto é: “para que entres com consolo e certeza de êxito e estabilidade; de outro modo, seria melhor não entrares de modo algum.”

“Escreve-a como as condições da tua entrada e reconhece que tomas posse nestes termos, e em nenhum outro; pois Canaã é concedida pela promessa e deve ser mantida pela obediência.”

  1. Deviam também erguer um altar. Pelas palavras da lei escritas sobre a cal, Deus lhes falava; pelo altar e pelos sacrifícios oferecidos nele, eles falavam com Deus. Assim se mantinha a comunhão entre Deus e o povo. A palavra e a oração devem andar juntas.

Embora não lhes fosse permitido, por iniciativa própria, erguer outro altar além daquele do tabernáculo, ainda assim, por designação de Deus, podiam fazê-lo numa ocasião especial. Elias ergueu um altar provisório com doze pedras sem lavra, semelhante a este, quando levou Israel de volta à aliança agora estabelecida (1 Reis 18:31, 32).

(1.) O altar devia ser feito de pedras encontradas no campo, sem serem recém-retiradas da rocha e muito menos esquadrejadas por artifício: “Não levantarás ferramenta de ferro sobre elas” (v. 5). Cristo, nosso altar, é “uma pedra cortada do monte sem mãos” (Daniel 2:34, 35). Por isso, é rejeitada pelos construtores, por não ter forma nem beleza, mas aceita por Deus Pai e feita cabeça da esquina.

(2.) Deviam oferecer nesse altar holocaustos e ofertas pacíficas (v. 6, 7), para glorificar a Deus e obter seu favor.

Junto ao lugar onde a lei era escrita, erguia-se um altar, mostrando que não poderíamos olhar com consolo para a lei, conscientes de tê-la violado, se não houvesse o grande sacrifício que faz expiação pelo pecado.

O altar foi erguido no monte Ebal, onde estavam as tribos que diziam “Amém” às maldições, indicando que por meio de Cristo somos resgatados da maldição da lei.

No Antigo Testamento, as palavras da lei estão escritas com a maldição que as acompanha; elas nos encheriam de horror e espanto se não tivéssemos no Novo Testamento, encadernado junto com ele, um altar erguido bem ao lado, que nos dá consolo eterno.

(3.) Deviam comer ali e alegrar-se diante do Senhor, seu Deus (v. 7). Isso significava: [1.] A anuência que davam à aliança, pois as partes de uma aliança a ratificavam com uma refeição em conjunto.

Participavam do altar, a mesa de Deus, como seus servos e arrendatários; reconheciam que eram tais e, tendo recebido a posse dessa boa terra, comprometiam-se a pagar o arrendamento e prestar os serviços reservados pela concessão real.

[2.] O consolo que encontravam na aliança.

Tinham razão para alegrar-se na lei, pois havia junto dela um altar, uma lei reparadora. Era um grande favor para eles e um sinal para o bem Deus lhes dar seus estatutos.

E serem reconhecidos como povo de Deus e filhos da promessa era motivo para se alegrarem, embora, quando essa cerimônia fosse realizada, não recebessem a posse plena de Canaã. Mas Deus falou em sua santidade, e então me alegrarei: Gileade é minha, Manassés é meu; tudo é meu.

Versículos 11 a 26

As Maldições do Monte Ebal. (a.C. 1451.)

Depois que a lei fosse escrita, visível e legível a todos, suas sanções seriam proclamadas. Para completar a solenidade da aliança com Deus, o povo devia declarar deliberadamente que as aprovava.

Já recebera essa instrução antes (Deuteronômio 11:29, 30); por isso, a ordem neste ponto começa um tanto abruptamente (v. 12). Ao que parece, em Canaã, na região que depois coube a Efraim, tribo de Josué, havia dois montes próximos, com um vale entre eles: Gerizim e Ebal.

As tribos se distribuiriam nas encostas voltadas umas para as outras, seis de cada lado, ficando próximas no vale, ao pé dos montes. Assim, os sacerdotes entre elas poderiam ser ouvidos pelos que estivessem mais perto dos dois lados.

Depois que o silêncio fosse proclamado e se exigisse atenção, um sacerdote, ou talvez vários, espaçados entre si, proclamaria em alta voz uma das maldições que vêm a seguir; todo o povo na encosta e ao pé do monte Ebal responderia “Amém” (os que estivessem mais longe seguiriam o sinal dos que estivessem mais perto e ao alcance da voz).

Depois seria proclamada a bênção correspondente: “Bendito aquele que não fizer isto ou aquilo”, e os que estivessem na encosta e ao pé do monte Gerizim responderiam “Amém”. Isso certamente os marcaria profundamente com as bênçãos e maldições, promessas e ameaças da lei. Não só daria a todo o povo conhecimento delas, mas também lhes ensinaria a aplicá-las a si mesmos.

I. Há algo a observar, em geral, a respeito dessa cerimônia, que seria feita uma só vez, sem repetição, mas seria comentada às gerações futuras:

  1. Deus determinou quais tribos ficariam no monte Gerizim e quais no monte Ebal (v. 12, 13), evitando as disputas que poderiam surgir se tivessem sido deixadas para se distribuir por conta própria.

As seis tribos designadas para pronunciar a bênção eram todas descendentes das mulheres livres, pois a promessa pertence a esses filhos (Gálatas 4:31). Levi foi incluída entre as outras para ensinar aos ministros que apliquem a si mesmos a bênção e a maldição que pregam aos demais e, pela fé, digam “Amém” para si.

  1. Sobre as tribos que responderiam “Amém” às bênçãos se diz que “ficaram para abençoar o povo”; sobre as outras, que “ficaram para amaldiçoar”, sem mencionar o povo, como se relutassem em supor que alguém desse povo que Deus tomara para si pudesse se colocar sob a maldição.

Ou talvez a diferença indique que haveria apenas uma bênção geral pronunciada sobre Israel, povo feliz, que continuaria assim se obedecesse. À bênção, os que estivessem no monte Gerizim diriam “Amém”: “Feliz és tu, ó Israel; e que sempre sejas assim!” As maldições, porém, viriam como exceções à regra geral — e sabemos que exceptio firmat regulam: “a exceção confirma a regra”.

Israel é um povo abençoado, mas, se houver pessoas, mesmo entre eles, que façam tais e tais coisas aqui mencionadas, saibam que não têm parte nem quinhão nessa questão, mas estão sob uma maldição. Isso mostra como Deus está pronto a conceder a bênção. Se alguém cair sob maldição, pode agradecer a si mesmo, pois a atraem sobre suas próprias cabeças.

  1. Os levitas ou sacerdotes designados para esse serviço deviam proclamar tanto as maldições quanto as bênçãos. Foram ordenados para abençoar (Deuteronômio 10:8), e os sacerdotes faziam isso diariamente (Números 6:23).

Mas deviam separar o precioso do vil; não podiam conceder essa bênção indiscriminadamente, mas tinham de declarar a quem ela não pertencia, para que os que não tinham direito a ela não pensassem que poderiam compartilhá-la por estarem no meio da multidão.

Repare: os ministros devem pregar os terrores da lei tanto quanto os consolos do evangelho. Não devem apenas atrair as pessoas ao seu dever com promessas de bênção; devem também intimidá-las com as ameaças da maldição.

  1. As maldições são expressas aqui, mas não as bênçãos. Todos os que estavam debaixo da lei estavam debaixo da maldição; era uma honra reservada a Cristo abençoar-nos e fazer por nós o que a lei, enfraquecida, não podia fazer. No sermão de Cristo no monte, o verdadeiro monte Gerizim, encontramos somente bênçãos (Mateus 5:3, etc.).

  2. O povo devia responder “Amém” a cada maldição. É fácil entender o que significa dizer “Amém” às bênçãos. Os judeus têm um ditado que incentiva a resposta “Amém” às orações públicas: “Quem responde ‘Amém’ depois daquele que abençoa é como aquele que abençoa.” Mas como poderiam dizer “Amém” às maldições?

(1.) Era uma declaração de fé em sua verdade. Essas e outras maldições semelhantes não eram ameaças inventadas para assustar crianças e tolos, mas declarações reais da ira de Deus contra a impiedade e a injustiça dos homens; nem um só iota delas cairá por terra.

(2.) Era um reconhecimento de que eram justas. Ao dizer “Amém”, afirmavam não só “Certamente será assim”, mas também “É justo que seja assim”. Aqueles que fazem tais coisas merecem cair e permanecer sob a maldição.

(3.) Era uma imprecação contra si mesmos, obrigando-os fortemente a não participar das práticas más às quais a maldição estava ligada: “Que a ira de Deus caia sobre nós se algum dia fizermos essas coisas.” Lemos que alguns “entraram numa maldição” (forma que entre nós é a usual para um juramento solene) “para andar na lei de Deus” (Neemias 10:29).

Ou melhor, os judeus dizem, como os cita o erudito bispo Patrick: “Ao dizerem ‘Amém’, todos se tornavam responsáveis uns pelos outros e se comprometiam a observar as leis de Deus; cada um ficava obrigado, tanto quanto pudesse, a impedir que o próximo as violasse e a censurar os que tivessem transgredido, para que não carregassem o pecado e a maldição por eles.”

II. Observemos agora os pecados específicos contra os quais se proclamam aqui as maldições:

  1. Pecados contra o segundo mandamento. Esta espada flamejante é colocada para guardar primeiro esse mandamento (v. 15). São amaldiçoados não apenas os que adoram imagens, mas também os que as fazem ou guardam, se forem aquelas ou semelhantes àquelas que os idólatras usam no culto aos seus deuses.

Seja imagem esculpida ou fundida, dá no mesmo: é “abominação ao Senhor”, mesmo que não esteja exposta em público, mas “num lugar secreto”; mesmo que não seja de fato adorada e nem se diga que foi feita para esse fim, mas for guardada ali com respeito e como tentação constante. Quem faz isso talvez escape do castigo dos homens, mas não pode escapar da maldição de Deus.

  1. Pecados contra o quinto mandamento (v. 16). O desprezo pelos pais é tão grave que vem logo depois do desprezo pelo próprio Deus. Se um homem maltratasse seus pais, ou por palavras ou por ações, caía sob a sentença do magistrado e devia ser morto (Êxodo 21:15, 17).

Mas fazer pouco caso deles em seu coração era algo que o magistrado não podia julgar; por isso, fica sob a maldição de Deus, que conhece o coração. São filhos amaldiçoados os que tratam seus pais com desprezo e insolência.

  1. Pecados contra o oitavo mandamento. A maldição de Deus recai:

(1.) Sobre o vizinho injusto que muda os marcos de propriedade (v. 17). Veja Deuteronômio 19:14.

Sobre o conselheiro injusto que, quando lhe pedem conselho, maliciosamente dirige o seu amigo para algo que sabe que o prejudicará. Ele faz “o cego desviar do caminho” sob a alegação de guiá-lo no caminho; nada pode ser mais bárbaro ou mais traiçoeiro (v. 18).

Os que desviam outros do caminho dos mandamentos de Deus e os induzem ao pecado trazem essa maldição sobre si. Nosso Salvador a explicou: “O cego conduz o cego, e ambos cairão na cova” (Mateus 15:14).

(3.) Sobre o juiz injusto que “perverte o julgamento do estrangeiro, do órfão e da viúva”, a quem deveria proteger e defender (v. 19). Supõe-se que sejam pobres e sem amigos — não se ganha nada fazendo-lhes um favor, nem se perde nada ao ofendê-los —; por isso, os juízes podem ser tentados a favorecer os adversários deles contra o direito e a equidade. Mas esses juízes são malditos.

  1. Pecados contra o sétimo mandamento. O incesto é pecado amaldiçoado, seja com a irmã, com a mulher do pai ou com a sogra (v. 20, 22, 23). Esses crimes não só expunham os homens à espada do magistrado (Levítico 20:11), mas, o que é mais terrível, à ira de Deus. A bestialidade também é amaldiçoada (v. 21).

  2. Pecados contra o sexto mandamento. São mencionadas duas das piores formas de assassinato:

(1.) O assassinato às escondidas: o homem não ataca o próximo como um adversário leal, dando-lhe oportunidade de se defender, mas “o fere secretamente” (v. 24), como por veneno ou de outro modo, quando a vítima não vê quem a está ferindo. Veja Salmos 10:8, 9. Embora esses assassinatos secretos possam ficar sem descoberta e sem punição, ainda assim a maldição de Deus os alcançará.

(2.) O assassinato disfarçado de ato legal, a maior afronta a Deus, pois usa uma instituição dele para proteger os piores criminosos, e a maior injustiça contra o próximo, pois arruína sua honra tanto quanto sua vida. Por isso, é amaldiçoado quem for contratado ou subornado para acusar, ou declarar culpada, ou condenar e, assim, abater uma pessoa inocente (v. 25). Veja Salmos 15:5.

  1. A cerimônia termina com uma maldição geral contra aquele “que não confirma” ou, como se poderia ler, “que não cumpre todas as palavras desta lei para fazê-las” (v. 26).

Quando obedecemos à lei, colocamos nosso selo nela e assim a confirmamos; quando desobedecemos, fazemos tudo o que está ao nosso alcance para anulá-la (Salmos 119:126). O apóstolo, seguindo todas as versões antigas, traduz: “Maldito é todo aquele que não continua” (Gálatas 3:10).

Para que os culpados de outros pecados, não mencionados nesta proclamação de maldições, não se julgassem livres da maldição, esta última os alcança a todos: não só os que praticam o mal proibido pela lei, mas também aqueles que deixam de fazer o bem que ela exige.

Todos devemos dizer “Amém” a isso, reconhecendo que estamos sob a maldição e que a merecemos justamente, e que certamente teríamos perecido para sempre sob ela se Cristo não nos tivesse resgatado da maldição da lei ao ser feito maldição por nós.


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