Matthew Henry

Deuteronômio 18

Argumento

Neste capítulo: I. Estabelecem-se os direitos e rendimentos da igreja e regras sobre o ministério e o sustento dos levitas, vv. 1-8. II. Repete-se a advertência contra os costumes idólatras e abomináveis dos pagãos, vv. 9-14.

III. Promete-se que o espírito de profecia continuará entre eles e, por fim, culminará em Cristo, o grande Profeta, vv. 15-18. IV. Anuncia-se a ira contra quem despreza a profecia (v. 19) ou a falsifica (v. 20), e dá-se uma regra para julgá-la (vv. 21-22).

Versículos 1 a 8

O Sustento dos Levitas. (a.C. 1451.)

O governo civil e o ministério são duas instituições divinas de admirável utilidade para sustentar e promover o reino de Deus entre os homens. As leis sobre o primeiro apareceram no fim do capítulo anterior; neste, dão-se orientações sobre o segundo. Aqui se estabelecem os limites entre os bens dos sacerdotes e os do povo.

I. Cuida-se para que os sacerdotes não se envolvam com os assuntos desta vida nem enriqueçam com os bens deste mundo; têm coisas melhores a considerar. Não terão parte nem herança com Israel, isto é, não receberão quinhão dos despojos de guerra nem da terra repartida por sortes, v. 1.

Sua guerra e seu cultivo são espirituais, e bastam para ocupar suas mãos com trabalho e proveito e para contentá-los. O Senhor é a herança deles, v. 2.

Repare: os que têm Deus como herança, segundo a nova aliança, não devem cobiçar grandes coisas no mundo, agarrando-se ao que possuem nem buscando mais; devem olhar com indiferença apropriada para as coisas presentes, como convém aos que creem que Deus é plenamente suficiente.

II. Cuida-se também para que não lhes faltem o conforto e as conveniências desta vida. Embora Deus, que é Espírito, seja a herança deles, não se segue que devam viver de ar. Não:

  1. O povo deve sustentá-los. Os sacerdotes devem receber do povo o que lhes é devido, v. 3. O sustento deles não deve depender da generosidade do povo; a lei lhes dá direito a ele. É justo que aquele que é instruído na palavra compartilhe seus bens com quem o instrui; e que quem se beneficia das assembleias religiosas solenes contribua para o sustento digno dos que as conduzem.

(1.) Os sacerdotes que serviam por turnos no altar recebiam parte dos sacrifícios, a saber, das ofertas pacíficas trazidas durante seu serviço. Além do peito e do ombro, que já lhes haviam sido destinados, Levítico 7:32-34, ordena-se aqui que recebam as bochechas e o bucho. A lei não reduziu o que já lhes fora concedido; antes, aumentou sua porção.

(2.) Parece que os primeiros frutos produzidos naquela região eram levados aos sacerdotes que ali moravam, para seu sustento no interior: os primeiros cereais e o primeiro vinho para alimento, e a primeira lã para vestuário, v. 4.

Os sacerdotes, encarregados de ensinar os outros, também deveriam aprender a contentar-se com alimento e roupa.

As primícias eram consagradas a Deus, que constituiu os sacerdotes seus recebedores. Se Deus considera como emprestado a ele o que se dá em geral aos pobres, para retribuir com juros, muito mais considera assim o que é dado especialmente aos ministros pobres, também para retribuir com juros.

Há uma boa razão para essa contribuição constante dos bens do povo, v. 5: os levitas foram escolhidos por Deus, e a escolha dele deve ser reconhecida e respeitada; devemos honrar aqueles a quem ele honra.

Além disso, eles foram designados para servir e devem ser recompensados por sua presença e trabalho, sobretudo porque servem em nome do Senhor, por sua autoridade, em seu serviço e para seu louvor. Essa contribuição também fica destinada para sempre à descendência deles.

Pessoas assim comprometidas e ocupadas devem receber todo o incentivo devido, pois são alguns dos membros mais necessários e úteis da comunidade.

  1. Os sacerdotes não devem impedir uns aos outros de servir.

Se um sacerdote, que pela lei deveria servir no altar apenas quando chegasse sua vez e era pago por isso, se dedicasse constantemente ao santuário por grande afeição a ele, deixando o conforto e o prazer da cidade que lhe coube para ter a satisfação de servir no altar, os sacerdotes de plantão deveriam admiti-lo tanto para participar do serviço quanto para receber sua parte do pagamento.

Não deveriam invejá-lo nem a honra do trabalho nem o proveito, embora parecesse interferir com eles, vv. 6-8.

Repare: uma dedicação sincera e piedosa a Deus e à sua igreja, mesmo que invada um pouco uma ordem estabelecida e pareça conter certa irregularidade, deve ser acolhida e não desestimulada. Quem demonstra afeição sincera pelo santuário e grande amor por servir nele, que ministre em nome de Deus. Será tão bem-vindo a Deus quanto os levitas cuja vez era servir, e também deveria sê-lo para eles.

A organização dos turnos pretendia assegurar que os que não desejavam fazer mais cumprissem o serviço, e não excluir os que estavam dispostos a fazer mais. Quem serve assim como voluntário receberá pagamento tão bom quanto o dos recrutados à força, além do que vier da venda de seus bens herdados.

A Igreja de Roma obriga os que deixam suas propriedades para entrar num mosteiro a levar o rendimento delas para o patrimônio comum do mosteiro, pois, para ela, o lucro é a piedade.

Aqui, porém, ordena-se que o devoto piedoso reserve para si o rendimento de sua herança, pois a religião e o ministério nunca foram instituídos por Deus, por mais que os homens os tenham corrompido, para servir a interesses seculares.

Versículos 9 a 14

Costumes Idólatras dos Cananeus. (a.C. 1451.)

Não se imaginaria que fosse tão necessário quanto pareceu armar o povo de Israel contra o contágio dos costumes idólatras dos cananeus. Seria possível que um povo tão abençoado com instituições divinas admitisse as invenções brutais e bárbaras dos homens e dos demônios? Corria perigo de tomar como mestres e guias na religião aqueles que Deus fizera seus cativos e tributários?

Ao que parece, sim; por isso, depois de muitas advertências semelhantes, ordena-se aqui que não imitem as abominações daquelas nações, v. 9.

I. Especificam-se algumas práticas:

  1. Consagrar os filhos a Moloque, ídolo que representava o sol, fazendo-os passar pelo fogo e, às vezes, consumindo-os como sacrifícios nas chamas, v. 10. Veja a lei anterior contra isso, Levítico 18:21.

  2. Usar artes de adivinhação para obter conhecimento desnecessário das coisas futuras: encantamentos, feitiçaria, sortilégios e semelhantes. Com isso atribuíam ao diabo o poder e o conhecimento próprios de Deus, grande afronta aos desígnios e à providência divina, v. 10, 11.

É de admirar que práticas e obras das trevas tão insensatas e absurdas, tão ímpias e profanas, pudessem existir num país onde a revelação divina brilhava com tanta clareza. Contudo, ainda encontramos vestígios delas até onde a santa religião de Cristo é conhecida e professada; tais são o poder e as estratégias dos dominadores deste mundo de trevas.

Os que dão ouvidos a adivinhos, procuram feiticeiros para descobrir coisas ocultas, usam encantamentos para curar doenças, mantêm aliança ou familiaridade com espíritos familiares, ou se associam aos que o fazem, saibam que não podem ter comunhão com Deus enquanto têm comunhão com demônios.

É espantoso pensar que haja pretendentes desse tipo num país e numa época tão iluminados como os nossos.

II. Apresentam-se razões para que não se conformem aos costumes dos gentios:

  1. Isso os tornaria abomináveis a Deus. As próprias práticas lhe são odiosas; por isso, os que as praticam são uma abominação. Miserável é a criatura que se tornou detestável ao seu Criador, v. 12. Vemos a malignidade e o caráter destrutivo do pecado: só pode ser realmente mau aquilo que leva o Deus de misericórdia a detestar a obra de suas próprias mãos.

  2. Essas práticas abomináveis haviam causado a ruína dos cananeus, e Israel não fora apenas testemunha dessa ruína, mas também seu instrumento. Seria a mais indesculpável loucura e a impiedade mais imperdoável que praticassem exatamente as coisas pelas quais haviam sido encarregados de castigar os outros tão severamente.

A terra vomitou as abominações dos cananeus; e Israel lamberá o vômito?

  1. Israel recebera instrução melhor, v. 13, 14. É um argumento semelhante ao que o apóstolo usa contra os cristãos que viviam como os gentios, Efésios 4:17, 18, 20: “Não foi assim que aprendestes a Cristo”. É verdade que essas nações, entregues por Deus às próprias concupiscências e deixadas andar em seus próprios caminhos, Atos 14:16, corromperam-se dessa forma.

Mas você não foi abandonado assim pela graça de Deus; o Senhor, seu Deus, não permitiu que você procedesse desse modo. Você foi instruído nas coisas divinas e recebeu uma advertência clara contra o mal dessas práticas.

Portanto, quaisquer que sejam as ações dos outros, espera-se que você seja perfeito diante do Senhor, seu Deus: que preste honras divinas somente a ele, e a nenhum outro, e não misture os costumes supersticiosos dos pagãos às instituições dele.

Um dos intérpretes caldeus observa aqui que Deus lhes concedera o oráculo do Urim e do Tumim como proteção contra toda arte ilícita de adivinhação. Eram verdadeiros tolos os que consultavam o pai da mentira, tendo à mão um meio de consultar o Deus da verdade.

Versículos 15 a 22

O Grande Profeta e os Falsos Profetas. (a.C. 1451.)

Aqui está: I. Promete-se o grande Profeta e ordena-se que o recebam e lhe deem ouvidos. Ora, 1. Alguns entendem que se promete uma sucessão de profetas que se manteria em Israel por muitas gerações.

Além dos sacerdotes e levitas, seus ministros habituais, encarregados de ensinar a lei de Deus a Jacó, teriam profetas, ministros extraordinários para repreendê-los por suas faltas, lembrá-los do dever e anunciar acontecimentos futuros: juízos como advertência e livramentos para seu consolo.

Com esses profetas, (1.) não precisariam recorrer à adivinhação nem a espíritos familiares, pois poderiam consultar os profetas até sobre assuntos particulares, como Saul ao procurar as jumentas de seu pai, 1 Samuel 9:6.

(2.) Com profetas entre si, não poderiam perder o caminho do dever por ignorância ou engano nem divergir em suas opiniões. Em caso difícil ou duvidoso, poderiam consultá-los e recorrer a eles.

Esses profetas seriam semelhantes a Moisés em alguns aspectos, embora muito inferiores a ele, Deuteronômio 34:10.

  1. Quer essa promessa inclua ou não uma sucessão de profetas, temos certeza de que seu propósito principal é prometer Cristo. Esta é a promessa mais clara dele em toda a lei de Moisés. É aplicada expressamente a nosso Senhor Jesus como o Messias prometido, Atos 3:22; 7:37.

O povo tinha essa promessa em mente quando disse a respeito dele: “Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo”, João 6:14. E era o Espírito de Cristo que falava em todos os outros profetas, 1 Pedro 1:11. Observe:

(1.) O que se promete aqui a respeito de Cristo. Aquilo que Deus prometera a Moisés no monte Sinai, e que ele relata no v. 18, prometeu ao povo, v. 15, em seu nome.

[1.] Viria um Profeta, maior do que todos os demais, por meio de quem Deus se daria a conhecer aos seres humanos e lhes revelaria sua vontade mais plenamente e com maior clareza do que jamais fizera. Cristo é a luz do mundo, assim como a profecia fora para a igreja judaica, João 8:12. Ele é a Palavra, por meio de quem Deus nos fala, João 1:1; Hebreus 1:2.

[2.] Deus o levantaria do meio deles. Ao nascer, seria daquele povo; viveria entre eles e seria enviado a eles. Em sua ressurreição, seria levantado em Jerusalém, e dali sua doutrina se espalharia pelo mundo todo. Assim, Deus, tendo ressuscitado seu Filho Cristo Jesus, o enviou para nos abençoar.

[3.] Seria semelhante a Moisés, tão superior a ele quanto os demais profetas ficaram aquém de Moisés. Moisés foi profeta, legislador de Israel e libertador do Egito; Cristo também. Ele não apenas ensina, mas governa e salva. Moisés fundou uma nova dispensação por meio de sinais, maravilhas e feitos poderosos; Cristo fez o mesmo, provando assim que era mestre vindo de Deus.

Moisés foi fiel como servo; Cristo, como Filho.

[4.] Deus poria suas palavras em sua boca, v. 18. As mensagens que Deus tivesse a transmitir aos seres humanos seriam dadas por meio dele, e Deus o instruiria plenamente sobre o que dizer e fazer como Profeta. Por isso nosso Salvador diz: A minha doutrina não é originalmente minha, mas daquele que me enviou, João 7:16.

Assim se cumpriu esta grande promessa: este Profeta veio, Jesus, aquele que devia vir; não devemos esperar outro.

(2.) A correspondência entre essa dispensação planejada e a escolha e o desejo que o povo declarara no Sinai, v. 16, 17. Ali Deus lhes falara em meio a trovões e relâmpagos, do meio do fogo e da densa escuridão. Cada palavra lhes fazia tinir os ouvidos e tremer o coração; toda a congregação quase morreu de medo.

Aterrorizados, suplicaram insistentemente que Deus não voltasse a falar-lhes daquele modo — não podiam suportá-lo; aquilo os esmagaria e confundiria —, mas que lhes falasse por meio de homens semelhantes a eles: por Moisés naquele momento e depois por outros profetas como ele. Deus respondeu: “Assim será; homens lhes falarão sem lhes causar terror”.

E, para coroar o favor muito além do que podiam pedir ou imaginar, na plenitude dos tempos a própria Palavra se fez carne, e eles viram sua glória como a do Filho unigênito do Pai, não cheia de majestade e terror como no Sinai, mas de graça e verdade, João 1:14.

Em resposta ao pedido dos que ficaram apavorados pela Lei, Deus prometeu que seu Filho se faria homem, embora possamos supor que isso estivesse longe dos pensamentos dos que fizeram o pedido.

(3.) Dá-se a todos os povos a ordem de ouvir e crer, ouvir e obedecer a esse grande Profeta prometido: “Vocês darão ouvidos a ele”, v. 15. Quem não lhe der ouvidos certamente responderá severamente pelo desprezo, v. 19: “Eu o requererei dele”.

O próprio Deus aplicou essas palavras a nosso Senhor Jesus, na voz que veio da glória excelsa: “Ouçam-no”, Mateus 17:5; isto é, este é aquele de quem Moisés disse há muito tempo: “Vocês darão ouvidos a ele”. Moisés e Elias estavam presentes e confirmaram o testemunho.

A sentença contra quem não ouve esse Profeta é repetida e confirmada no Novo Testamento: “A ira de Deus permanece sobre quem não crê no Filho”, João 3:36. “E como escaparemos se nos desviarmos daquele que fala do céu?”, Hebreus 12:25. A paráfrase caldeia diz: “A minha Palavra requererá isso dele”.

Só pode tratar-se de uma pessoa divina: Cristo, a Palavra eterna, a quem o Pai confiou todo o juízo e por meio de quem julgará o mundo no último dia. Quem fizer ouvidos moucos a Jesus Cristo descobrirá que o faz por sua própria conta e risco; aquele que é Profeta também será seu juiz, João 12:48.

II. Há uma advertência contra os falsos profetas:

  1. A ameaça se dirige aos próprios impostores, v. 20. Quem se apresentar como profeta e alegar ter uma comissão do verdadeiro Deus será considerado e julgado culpado de alta traição contra a coroa e a dignidade do Rei dos reis; esse traidor será condenado à morte, v. 20, pela decisão do grande Sinédrio, que, mais tarde, funcionou em Jerusalém.

Por isso nosso Salvador diz que não era possível que um profeta perecesse fora de Jerusalém e responsabiliza Jerusalém pelo sangue dos profetas, Lucas 13:33, 34; contudo, ali os falsos profetas eram apoiados. Deus mesmo a puniria.

  1. Dá-se orientação ao povo, para que não seja enganado por impostores, dos quais havia muitos, Jeremias 23:25; Ezequiel 13:6; 1 Reis 22:6. É muito apropriada a pergunta que se supõe que fariam, v. 21. Já que ouvir os verdadeiros profetas é um dever tão grande, mas há tanto perigo de sermos desviados pelos falsos, como reconhecer a palavra que o Senhor não falou?

Por quais sinais podemos descobrir um engano? Repare: precisamos muito de um critério seguro para examinar a palavra que ouvimos, a fim de discernir o que o Senhor não falou.

Podemos ter certeza de que não veio do Senhor tudo o que contradiga diretamente a razão, a luz e a lei da natureza ou o sentido claro da palavra escrita; tudo o que dê apoio e incentivo ao pecado ou tenda manifestamente a destruir a piedade ou o amor. Longe esteja Deus de contradizer a si mesmo.

A regra dada em resposta a essa pergunta se aplicava principalmente àquela situação, v. 22. Se houvesse motivo para suspeitar da sinceridade de um profeta, o povo deveria observar que, se ele lhes desse algum sinal ou previsse algo futuro e o acontecimento não correspondesse à predição, poderiam ter certeza de que não fora enviado por Deus.

Isso não se refere tanto à predição de bênçãos e juízos — embora, quanto a estes e à diferença entre anunciar bênçãos e anunciar juízos, o profeta apresente uma regra para discernir a verdade da falsidade, Jeremias 28:8, 9 —, mas sobretudo à apresentação de sinais para confirmar a missão do profeta.

Embora o sinal se cumprisse, ainda assim isso não provaria que o profeta fora enviado por Deus se os convocasse a servir outros deuses; essa questão já havia sido resolvida, Deuteronômio 13:1-3. Mas, se o sinal não se cumprisse, isso provaria que sua missão era falsa.

Segundo a explicação do bispo Patrick, quando Moisés lançou sua vara no chão e disse que ela se tornaria serpente, se isso não tivesse acontecido, Moisés teria sido falso profeta; se, quando Elias pediu fogo do céu para consumir o sacrifício, não tivesse vindo fogo algum, ele não teria sido melhor do que os profetas de Baal.

A missão de Samuel foi comprovada porque Deus não deixou cair por terra nenhuma de suas palavras, 1 Samuel 3:19, 20. E os milagres de Cristo, especialmente o grande sinal de sua ressurreição ao terceiro dia, cumprida como ele predissera, fizeram parecer que ele era um mestre vindo de Deus.

Por fim, são orientados a não temer um falso profeta: não deveriam temer os juízos que ele anunciasse para enganar e aterrorizar o povo, nem temer executar a lei contra ele quando um exame rigoroso e imparcial mostrasse que era falso profeta.

A ordem de não temê-lo pressupõe que o verdadeiro profeta, cuja missão se comprovasse por provas claras e incontestáveis, deveria ser temido; agredir ou desprezar esse profeta colocaria o povo em perigo.


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