Matthew Henry

Apocalipse 21

Argumento

Até aqui, a profecia deste livro nos apresentou uma mistura notável de luz e sombra, prosperidade e adversidade, misericórdia e juízo, na maneira como a providência divina trata a igreja no mundo. Agora, ao final de tudo, rompe o dia e as sombras se dissipam; surge um mundo novo, pois o anterior passou.

Alguns preferem entender tudo o que se diz nestes dois últimos capítulos sobre o estado da igreja ainda na terra, na glória dos últimos dias; outros, com mais probabilidade, entendem que se trata de uma representação do estado perfeito e triunfante da igreja no céu.

Basta que os santos e servos fiéis de Deus esperem um pouco, e não apenas verão, mas desfrutarão da perfeita santidade e felicidade daquele mundo.

Neste capítulo temos: I. Uma introdução à visão da nova Jerusalém (vv. 1-9). II. A própria visão (v. 10 etc.).

Versículos 1 a 8

A nova Jerusalém. (95 d.C.)

Temos aqui um relato mais geral da felicidade futura da igreja de Deus, que parece mais seguro entender como o estado celestial.

I. Abre-se agora diante de nós um mundo novo (v. 1): “Vi novo céu e nova terra”, isto é, um novo universo, pois supomos que o mundo é formado de céu e terra.

Por nova terra podemos entender um novo estado para os corpos dos homens, assim como um céu para suas almas. O mundo não está sendo criado de novo, mas aberto de novo e povoado por todos os que são seus herdeiros.

O novo céu e a nova terra não serão então distintos: a própria terra dos santos, isto é, seus corpos glorificados, será espiritual e celestial, adequada àquelas moradas puras e resplandecentes. Para dar lugar ao começo desse mundo novo, o mundo antigo, com todas as suas tribulações e comoções, passou.

II. Nesse mundo novo, o apóstolo viu a cidade santa, a nova Jerusalém, descendo do céu, não quanto ao lugar, mas quanto à origem. Essa nova Jerusalém é a igreja de Deus em seu estado novo e perfeito, preparada como noiva adornada para o marido, embelezada com toda a perfeição de sabedoria e santidade, apta a desfrutar plenamente do Senhor Jesus Cristo em glória.

III. Proclama-se e admira-se aqui a bendita presença de Deus com seu povo: “Ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens” etc. (v. 3). Observemos:

  1. A presença de Deus com sua igreja é a glória da igreja.

  2. É motivo de admiração que um Deus santo habite com quaisquer filhos dos homens.

  3. A presença de Deus com seu povo no céu não será interrompida como na terra; ele habitará continuamente com eles.

  4. A aliança, o vínculo e a relação que agora existem entre Deus e seu povo serão completados e aperfeiçoados no céu.

Eles serão o povo de Deus: suas almas serão conformadas a ele e cheias de todo o amor, honra e deleite em Deus que a relação com ele exige. Isso constituirá sua perfeita santidade.

E ele será o Deus deles: o próprio Deus será o Deus deles. Sua presença imediata com eles, seu amor plenamente manifestado a eles e sua glória concedida a eles constituirão sua perfeita felicidade. Então ele cumprirá plenamente, de sua parte, o caráter dessa relação, assim como eles o cumprirão da parte deles.

IV. Esse estado novo e bendito estará livre de toda aflição e tristeza:

  1. Serão removidos todos os efeitos das aflições passadas. Muitas vezes choraram por causa do pecado, das tribulações e das calamidades da igreja; mas agora todas as lágrimas serão enxugadas. Não restará sinal nem lembrança das tristezas passadas, exceto na medida em que tornem ainda maior a felicidade presente.

O próprio Deus, como Pai compassivo, enxugará com sua mão bondosa as lágrimas de seus filhos. E eles não desejariam ter deixado de derramar essas lágrimas quando Deus viesse enxugá-las.

  1. Todas as causas de tristeza futura serão removidas para sempre: “Não haverá mais morte nem dor”; portanto, não haverá tristeza nem clamor. Essas coisas pertencem ao estado anterior, mas todas as coisas passadas já passaram.

V. A verdade e a certeza desse estado bendito são confirmadas pela palavra e promessa de Deus, e ordena-se que sejam registradas por escrito, para memória perpétua (v. 5, 6).

O assunto desta visão é tão grandioso e de tanta importância para a igreja e o povo de Deus que eles precisam das garantias mais completas. Por isso, Deus confirma e ratifica do céu a verdade dessas coisas.

Além disso, muitos séculos passariam entre a revelação desta visão e seu cumprimento, e grandes provações interviriam. Por isso Deus quis que ela fosse escrita, para memória permanente e uso contínuo de seu povo. Observemos:

  1. A certeza da promessa é afirmada: “Estas palavras são fiéis e verdadeiras”; e acrescenta-se: “Está cumprido”, tão certo como se já tivesse acontecido. Podemos e devemos receber a promessa de Deus como pagamento já feito: se ele disse que faz novas todas as coisas, está cumprido.

  2. Deus nos dá seus títulos de honra como garantia do pleno cumprimento: Alfa e Ômega, o princípio e o fim. Assim como foi sua glória dar origem e princípio ao mundo e à sua igreja, será sua glória concluir a obra que começou e não deixá-la imperfeita.

Como seu poder e sua vontade foram a causa primeira de todas as coisas, seu prazer e sua glória são o fim último; ele não abandonará seu propósito, pois então deixaria de ser Alfa e Ômega.

Os homens podem iniciar planos sem jamais conseguir concluí-los; mas o conselho de Deus permanecerá, e ele fará tudo o que lhe apraz.

  1. Os desejos de seu povo por esse estado bendito constituem outra prova de sua verdade e certeza. Eles anseiam por uma perfeição sem pecado e pelo desfrute ininterrupto de Deus; e Deus produziu neles esses desejos ardentes, que nada mais pode satisfazer.

Se fossem frustrados, esses desejos seriam tormento para a alma. Mas seria incompatível com a bondade de Deus e com seu amor por seu povo criar neles desejos santos e celestiais e depois negar-lhes a satisfação apropriada.

Por isso, podem ter certeza de que, quando vencerem as dificuldades presentes, ele lhes dará gratuitamente da fonte da água da vida.

VI. A grandeza dessa felicidade futura é declarada e ilustrada:

  1. Por sua gratuidade: é dádiva gratuita de Deus. Ele dá gratuitamente da água da vida; isso não tornará a dádiva menos agradável, mas mais agradável ao seu povo.

  2. Por sua plenitude. Então o povo de Deus estará junto à fonte de toda bem-aventurança: “Herdará todas as coisas” (v. 7). Desfrutando de Deus, desfrutará de todas as coisas. Ele é tudo em todos.

  3. Pelo direito e título com que desfrutam dessa bem-aventurança: por direito de herança, como filhos de Deus. Esse é o título mais honroso de todos, pois decorre de uma relação tão próxima e querida com o próprio Deus; e é o mais seguro e irrevogável, pois não pode cessar mais do que a relação da qual procede.

  4. Pelo estado inteiramente diferente dos ímpios. A miséria deles ajuda a ilustrar a glória e a bem-aventurança dos santos e a bondade distinta de Deus para com eles (v. 8). Observemos:

(1.) Os pecados dos que perecem; entre os primeiros mencionados estão a covardia e a incredulidade. Os medrosos encabeçam essa lista sombria. Não ousaram enfrentar as dificuldades da religião, e seu temor servil procedia da incredulidade.

Mas os que foram tão covardes que não ousaram tomar a cruz de Cristo e cumprir seu dever para com ele tiveram, ainda assim, ousadia para se entregar a toda espécie de perversidade abominável: assassinato, adultério, feitiçaria, idolatria e mentira.

(2.) O castigo deles: terão sua parte no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte.

[1.] Não puderam arder numa fogueira por Cristo, mas terão de arder no inferno por causa do pecado.

[2.] Terão de morrer outra morte depois da morte natural. As agonias e os terrores da primeira morte os entregarão aos terrores e às agonias muito maiores da morte eterna: morrer e estar sempre morrendo.

[3.] Essa miséria será sua parte e quinhão: aquilo que mereceram justamente, que de fato escolheram e para o qual se prepararam por meio de seus pecados.

Assim, a miséria dos condenados ilustrará a bem-aventurança dos salvos, e a bem-aventurança dos salvos agravará a miséria dos condenados.

Versículos 9 a 27

A nova Jerusalém. (95 d.C.)

Já consideramos a introdução à visão da nova Jerusalém, numa descrição mais geral do estado celestial. Chegamos agora à própria visão. Observemos:

I. Quem abriu a visão ao apóstolo: um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das sete últimas pragas (v. 9). Deus tem diversas tarefas e ocupações para seus santos anjos.

Às vezes eles devem tocar a trombeta da providência divina e dar um aviso claro a um mundo descuidado; às vezes derramar as taças da ira de Deus sobre pecadores impenitentes; e às vezes revelar coisas celestiais aos herdeiros da salvação.

Executam prontamente todas as comissões que recebem de Deus. Mesmo quando este mundo chegar ao fim, o grande Deus continuará empregando os anjos em obras apropriadas e agradáveis por toda a eternidade.

II. O lugar de onde o apóstolo teve essa gloriosa visão e perspectiva. Em êxtase, foi levado a um monte alto. De lugares assim os homens costumam ter as vistas mais claras das cidades próximas.

Os que desejam ver o céu com clareza devem chegar o mais perto possível dele, ao monte da visão, da meditação e da fé; dali, como do alto de Pisga, podem contemplar a boa terra de Canaã celestial.

III. O assunto da visão: a noiva, a esposa do Cordeiro (v. 10), isto é, a igreja de Deus em seu estado glorioso, perfeito e triunfante, representada por Jerusalém, com a glória de Deus resplandecendo em todo o seu esplendor, como diz a expressão latina, uxor splendit radiis mariti: a esposa brilha com a formosura que o marido lhe concedeu.

Ela é gloriosa por sua relação com Cristo, por sua imagem agora aperfeiçoada nela e pelo favor dele resplandecendo sobre ela. Temos agora uma descrição extensa da igreja triunfante sob o emblema de uma cidade que supera em riquezas e esplendor todas as cidades deste mundo. Esta nova Jerusalém nos é representada tanto em seu exterior como em seu interior.

  1. A parte exterior da cidade: muralha e portas, a primeira para segurança, as segundas para entrada:

(1.) A muralha para segurança. O céu é um estado seguro; os que lá estão são cercados por uma muralha que os separa e protege de todos os males e inimigos. Observemos, no relato da muralha:

[1.] Sua altura, muito elevada: setenta jardas (v. 17), o bastante para ornamento e segurança.

[2.] Seu material: era semelhante ao jaspe; uma muralha construída inteiramente das pedras mais preciosas, por sua firmeza e brilho (v. 11). Essa cidade tem uma muralha tão inexpugnável quanto preciosa.

[3.] Sua forma era muito regular e uniforme: era quadrangular, com o comprimento igual à largura. Na nova Jerusalém todos serão iguais em pureza e perfeição.

Haverá uniformidade absoluta na igreja triunfante, coisa que falta e se deseja na terra, mas que não se deve esperar até chegarmos ao céu.

[4.] A medida da muralha (v. 15, 16): “Doze mil estádios em cada direção, em cada lado”, o que totaliza quarenta e oito mil estádios em todo o perímetro, ou mil e quinhentas milhas alemãs. Há espaço suficiente para todo o povo de Deus, muitas moradas na casa do Pai.

[5.] O fundamento da muralha, pois o céu é uma cidade que tem fundamentos (v. 19). A promessa e o poder de Deus, e a aquisição de Cristo, são os fundamentos sólidos da segurança e da felicidade da igreja.

Os fundamentos são descritos pelo número: doze, em alusão aos doze apóstolos (v. 14), cujas doutrinas do evangelho são os fundamentos sobre os quais a igreja está edificada, sendo o próprio Cristo a principal pedra angular.

Quanto ao material desses fundamentos, era variado e precioso, representado por doze tipos de pedras preciosas. Isso indica a variedade e a excelência das doutrinas do evangelho, das graças do Espírito Santo ou das perfeições pessoais do Senhor Jesus Cristo.

(2.) As portas para entrada. O céu não é inacessível; abriu-se um caminho para o Santo dos Santos. Há livre entrada para todos os que foram santificados; não se verão excluídos.

Quanto a essas portas, observemos:

[1.] Seu número: doze portas, correspondentes às doze tribos de Israel. Todo o verdadeiro Israel de Deus entrará na nova Jerusalém, assim como cada tribo entrava na Jerusalém terrestre.

[2.] Os guardas postos junto a elas: doze anjos, para admitir e receber as diversas tribos do Israel espiritual e manter os outros do lado de fora.

[3.] A inscrição nas portas: os nomes das doze tribos, para mostrar que elas têm direito à árvore da vida e a entrar na cidade pelas portas.

[4.] A localização das portas. Assim como a cidade tinha quatro lados iguais, voltados para os quatro pontos do mundo — leste, oeste, norte e sul —, havia três portas em cada lado.

Isso significa que haverá pessoas de todas as partes da terra que chegarão em segurança ao céu e serão recebidas ali, e que a entrada é igualmente livre de uma parte do mundo como de outra; pois em Cristo não há judeu nem grego, bárbaro nem cita, escravo nem livre.

Pessoas de todas as nações e línguas que creem em Cristo têm, por meio dele, acesso a Deus pela graça aqui e, depois, pela glória.

[5.] O material dessas portas: eram todas de pérolas, mas havia grande variedade. Cada porta era de uma só pérola: talvez uma pérola única de tamanho imenso ou um único tipo de pérola.

Cristo é a pérola de grande valor e o caminho para Deus. Nada de magnífico neste mundo pode representar plenamente a glória do céu.

Se pudéssemos contemplar, por meio de uma imaginação vigorosa, uma cidade como a aqui descrita, mesmo apenas em seu exterior, com muralha e portas assim, quão espantosa e gloriosa seria a visão! E, contudo, isso é apenas uma representação pálida e indistinta do que o céu é em si mesmo.

  1. A parte interior da nova Jerusalém (vv. 22-27). Vimos sua muralha forte, suas portas majestosas e seus guardas gloriosos; agora somos conduzidos pelas portas para dentro da cidade. A primeira coisa que observamos é a rua da cidade, de ouro puro, semelhante a vidro transparente (v. 21).

Os santos no céu caminham sobre ouro. A nova Jerusalém tem várias ruas. Há a ordem mais exata no céu: cada santo tem sua própria morada.

Há convívio no céu. Os santos então descansam, mas não é um descanso meramente passivo, nem um estado de sono e inatividade; é um estado de movimento deleitoso. “As nações que são salvas andarão à sua luz.” Caminham com Cristo vestidas de branco.

Têm comunhão não apenas com Deus, mas também uns com os outros, e todos os seus passos são firmes e puros. São puros e transparentes como ouro e vidro cristalino. Observemos:

(1.) O templo da nova Jerusalém não é um templo material, feito por mãos humanas, como o de Salomão e o de Zorobabel, mas um templo inteiramente espiritual e divino: o Senhor Deus Todo-Poderoso e o Cordeiro são o seu templo.

Ali os santos não necessitam mais das ordenanças, que foram os meios de sua preparação para o céu. Alcançado o fim, os meios já não são úteis. A comunhão perfeita e imediata com Deus suprirá mais do que plenamente o lugar das instituições do evangelho.

(2.) A luz dessa cidade. Onde não há luz, não pode haver esplendor nem prazer. O céu é a herança dos santos na luz. Mas de que luz se trata? Ali não brilham o sol nem a lua (v. 23).

A luz é doce, e é agradável contemplar o sol. Que mundo sombrio seria este se não fosse pela luz do sol! O que, no céu, supre sua falta? Não falta a luz do sol: a glória de Deus ilumina a cidade, e o Cordeiro é sua luz.

Deus em Cristo será para os santos no céu uma fonte eterna de conhecimento e alegria. Sendo assim, não precisam do sol nem da lua, assim como nós não precisamos acender velas ao meio-dia, quando o sol brilha com toda a força.

(3.) Os habitantes dessa cidade são descritos de várias maneiras:

[1.] Por seu número: nações inteiras de almas salvas, algumas pessoas de todas as nações e muitas de certas nações. Todas aquelas multidões seladas na terra estarão salvas no céu.

[2.] Por sua dignidade: alguns serão reis e príncipes da terra, grandes reis. Deus terá pessoas de todas as posições e categorias nas moradas celestiais, altas e baixas.

Quando os maiores reis chegarem ao céu, verão toda a honra e glória que antes tiveram absorvidas por essa glória celestial, que as supera tanto.

[3.] Por sua entrada contínua nessa cidade: “As portas nunca se fecharão”. Não há noite e, por isso, não é preciso fechar as portas.

A cada hora e momento alguém está entrando, e os que foram santificados sempre encontram as portas abertas; têm entrada abundante no reino.

(4.) O que essa cidade oferece: glória e honra das nações serão levadas para lá.

Tudo o que é excelente e valioso neste mundo será desfrutado ali de modo mais refinado e em grau muito maior: coroas brilhantes; bens melhores e duradouros; banquetes mais doces e satisfatórios; comitiva gloriosa; honra mais verdadeira e posições mais elevadas; ânimo, forma e rosto mais gloriosos que jamais se conheceram neste mundo.

(5.) A pureza sem mistura de todos os que pertencem à nova Jerusalém (v. 27):

[1.] Ali os santos não terão em si nada impuro. Na hora da morte, serão purificados de tudo o que contamina.

Agora sentem uma triste mistura de corrupção com suas graças, o que os atrapalha no serviço de Deus, interrompe a comunhão com ele e intercepta a luz de seu rosto. Mas, ao entrarem no Santo dos Santos, são lavados na pia do sangue de Cristo e apresentados ao Pai sem mancha.

[2.] Ali nenhum impuro será admitido entre os santos. Na Jerusalém terrestre haverá uma comunhão mista, apesar de todo o cuidado possível.

Algumas raízes de amargura brotarão para perturbar e contaminar as comunidades cristãs; mas na nova Jerusalém haverá uma comunidade perfeitamente pura.

Primeiro, livre dos que são abertamente profanos. Ninguém que pratique abominações será admitido no céu. Nas igrejas da terra, às vezes coisas abomináveis são feitas, e ordenanças solenes são profanadas e prostituídas em favor de homens abertamente viciosos, por interesses mundanos; mas nenhuma abominação assim terá lugar no céu.

Segundo, livre dos hipócritas, os que contam mentiras e dizem ser judeus, mas não são, pois mentem. Eles se infiltram nas igrejas de Cristo na terra e talvez ali fiquem ocultos por muito tempo, quem sabe durante toda a vida; mas não podem entrar furtivamente na nova Jerusalém.

Ela está inteiramente reservada aos chamados, eleitos e fiéis, todos inscritos não apenas no registro da igreja visível, mas também no livro da vida do Cordeiro.


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