Matthew Henry

2 Samuel 20

Argumento

Como as nuvens voltam depois da chuva! Mal termina uma das aflições de Davi, e outra surge, por assim dizer, das cinzas da anterior, cumprindo-se a ameaça de que a espada jamais se afastaria de sua casa.

I. A nova rebelião iniciada por Seba antes da chegada de Davi a Jerusalém, v. 1, 2. II. A condenação das concubinas de Davi à prisão perpétua, sua primeira medida ao chegar a Jerusalém, v. 3. III. A demora de Amasa, encarregado de reunir um exército contra Seba, e o alarme de Davi, vv. 4-6.

IV. O assassinato bárbaro de um dos generais por outro quando partem para a campanha, vv. 7-13. V. O cerco de Seba na cidade de Abel (v. 14, 15), sua entrega a Joabe pelos cidadãos e o fim da rebelião, vv. 16-22. O capítulo termina com um breve relato dos principais oficiais de Davi, vv. 23-26.

Versículos 1 a 3

A Rebelião de Seba. (a.C. 1023.)

Em meio aos triunfos de Davi, ele sofre ao ver seu reino perturbado e sua família desonrada.

I. Seus súditos se revoltam contra ele, instigados por um homem de Belial. Abandonam o homem segundo o coração de Deus para seguir esse homem. Observe: 1. Isso aconteceu logo depois de a rebelião de Absalão ser sufocada. Enquanto estivermos neste mundo, não devemos estranhar que o fim de uma aflição seja o começo de outra: às vezes, um abismo chama outro abismo.

  1. O povo mal acabara de voltar à lealdade quando, de repente, se afastou dela. Quando uma reconciliação acaba de ser feita, é preciso tratá-la com grande cuidado e delicadeza, para que a paz não se rompa outra vez antes de se firmar. Um osso quebrado, depois de posto no lugar, precisa de tempo para consolidar-se.

  2. O líder da rebelião foi Seba, benjamita de nascimento (v. 1), que morava no monte Efraim, v. 21. Simei e ele pertenciam à tribo de Saul e ainda guardavam o antigo ressentimento daquela casa.

Contra o reino do Messias há uma inimizade hereditária na descendência da serpente e uma sucessão de tentativas para derrubá-lo (Salmos 2:1, 2); mas aquele que está sentado no céu ri de todas elas.

  1. A ocasião foi a discussão tola, mencionada no fim do capítulo anterior, entre os anciãos de Israel e os de Judá sobre quem traria o rei de volta. Disputavam uma questão de honra: quem tinha maior vínculo com Davi.

“Somos mais numerosos”, diziam os anciãos de Israel. “Somos parentes mais próximos dele”, diziam os anciãos de Judá. Alguém pensaria que Davi estaria muito seguro e feliz quando seus súditos disputavam quem o amava mais e quem se apressaria em demonstrar-lhe respeito; contudo, até essa disputa deu ocasião à rebelião.

Os homens de Israel queixaram-se a Davi da afronta que os homens de Judá lhes haviam feito. Se agora Davi tivesse apoiado a queixa, elogiado o zelo deles e agradecido, poderia tê-los mantido ao seu lado. Mas pareceu favorecer sua própria tribo: as palavras dos homens de Judá prevaleceram sobre as dos homens de Israel, como alguns entendem as últimas palavras do capítulo anterior.

Davi inclinou-se a lhes dar razão e, quando os homens de Israel perceberam isso, afastaram-se indignados.

“Se o rei deixar que os homens de Judá o monopolizem, que ele e eles tirem o melhor proveito disso; nós escolheremos outro para nós. Pensávamos ter dez partes em Davi, mas não nos permitirão ter tal influência.”

“Os homens de Judá, na prática, dizem que não temos parte nele; portanto, não queremos ter parte alguma nele. Não o acompanharemos mais na volta a Jerusalém, nem o reconheceremos como nosso rei.”

Seba proclamou isso (v. 1). Provavelmente era um homem de destaque e havia participado ativamente da rebelião de Absalão. Os israelitas ressentidos aproveitaram a deixa e deixaram Davi para seguir Seba (v. 2). Isso quer dizer que a maioria agiu assim; somente os homens de Judá permaneceram com Davi.

Aprenda: (1) É tão imprudente os príncipes favorecerem alguns súditos em detrimento de outros quanto os pais tratarem alguns filhos com parcialidade; ambos devem agir com imparcialidade. (2) Quem despreza os sentimentos de seus inferiores, deixando de acolher e valorizar sua afeição, não sabe o que está fazendo. É preciso temer o ódio daqueles cujo amor é desprezado.

(3) O início da contenda é como deixar as águas escaparem; por isso, é sábio interrompê-la antes de se envolver nela (Provérbios 17:14). Quanta coisa uma pequena chama pode incendiar! (4) Deturpar as palavras destrói a paz. Muito dano é causado por atribuir intenções ofensivas ao que se diz ou escreve e tirar conclusões que ninguém pretendeu.

Os homens de Judá disseram: “O rei é nosso parente próximo.” “Com isso”, disseram os homens de Israel, “vocês querem dizer que não temos parte nele”, embora não quisessem dizer nada disso. (5) As pessoas tendem muito a ir de um extremo ao outro. Disseram ter dez partes em Davi e, quase na frase seguinte, que não tinham parte nele. Hoje, Hosana; amanhã, Crucifica.

II. As concubinas de Davi foram presas por toda a vida, e ele precisou mantê-las em reclusão porque Absalão as havia desonrado, v. 3. Davi multiplicara esposas, contra a lei, e elas se tornaram motivo de dor e vergonha para ele. Agora, foi: 1. Obrigado, por dever, a afastá-las, pois a impureza vil cometida pelo filho as tornara impróprias para ele.

Aquelas que amara agora lhe causavam repulsa. 2. Obrigado, por prudência, a mantê-las reclusas, sem que aparecessem em público, para que a visão delas não levasse o povo a falar do que Absalão lhes fizera, algo que não deveria sequer ser mencionado (1 Coríntios 5:1). Assim, aquela perversidade ficaria na obscuridade.

  1. Obrigado, por justiça, a prendê-las e puni-las por terem se submetido facilmente à luxúria de Absalão, talvez desesperando de que Davi voltasse e considerando-o perdido. Que ninguém espere praticar o mal e sair ileso.

Versículos 4 a 13

A Morte de Amasa. (a.C. 1023.)

Amasa caiu justamente quando começava a ascender. Era sobrinho de Davi (2 Samuel 17:25), fora general de Absalão e comandante-chefe de seu exército rebelde; mas, depois da derrota, passou para o lado de Davi, com a promessa de que comandaria suas tropas no lugar de Joabe.

A rebelião de Seba deu a Davi a oportunidade de cumprir a promessa antes do que desejava, mas a inveja e a rivalidade de Joabe fizeram com que o cumprimento tivesse consequências desastrosas para ele e para Davi.

I. Amasa recebeu a missão de reunir forças para sufocar a rebelião de Seba e a ordem de fazê-lo com toda a rapidez possível, v. 4. Parece que os homens de Judá, embora estivessem prontos a acompanhar os triunfos do rei, não tinham a mesma disposição para lutar suas batalhas.

Se fosse diferente, quando todos estavam reunidos para acompanhá-lo a Jerusalém, poderiam ter perseguido Seba imediatamente e esmagado aquele basilisco ainda no ovo. Mas muitos preferem uma lealdade, assim como uma religião, que custe pouco e não exija esforço. Muitos se gabam do parentesco com Cristo, mas relutam muito em arriscar algo por ele.

Amasa recebeu a ordem de reunir os homens de Judá em três dias, mas eles se mostraram tão lentos e despreparados que ele não conseguiu fazê-lo no prazo determinado, v. 5, embora a promoção de Amasa, que fora general deles sob o comando de Absalão, fosse um grande favor para eles e uma prova da clemência do governo de Davi.

II. Por causa do atraso de Amasa, Abisai, irmão de Joabe, recebeu a ordem de levar os guardas e as tropas permanentes para perseguir Seba (v. 6, 7), pois não havia consequência mais perigosa do que dar tempo a ele. Davi deu essas ordens a Abisai porque pretendia humilhar Joabe e rebaixá-lo.

Temo que não fosse tanto pelo sangue de Abner, que Joabe derramara de modo vil, mas pelo de Absalão, derramado com justiça e honra.

“Agora”, diz o bispo Hall, “Joabe sofre por sua desobediência leal. Quão instáveis são as posições de honra terrena, sujeitas a constante mudança! Felizes os que contam com o favor daquele em quem não há sombra de mudança.” Joabe, embora sem receber ordens e estando em desgraça, acompanhou o irmão. Sabia que poderia ser útil ao bem público ou talvez já planejasse remover seu rival.

III. Perto de Gibeão, Joabe encontrou Amasa e o assassinou barbaramente, vv. 8-10. Parece que a grande pedra de Gibeão era o ponto de reunião geral. Ali os rivais se encontraram. Amasa, confiando em sua comissão, ia à frente, como general tanto das tropas recém-reunidas por ele quanto das tropas veteranas trazidas por Abisai. Mas Joabe aproveitou a ocasião para matá-lo com as próprias mãos.

  1. Agiu com astúcia e premeditação, não por uma provocação repentina. Prendeu a túnica ao corpo para que não o atrapalhasse, e o cinto por cima da túnica, para que pudesse alcançar a espada com mais facilidade. Também pôs a espada numa bainha larga demais, de modo que ela pudesse cair com um pequeno movimento, como por acidente.

Assim, poderia segurá-la sem levantar suspeitas, como se fosse recolocá-la na bainha, quando na verdade pretendia enterrá-la nas entranhas de Amasa. Quanto mais premeditado é o pecado, pior ele é.

  1. Agiu de modo traiçoeiro, fingindo amizade para que Amasa não ficasse alerta. Chamou-o de irmão, pois eram primos de primeiro grau; perguntou: “Estás bem?”, e o tomou pela barba para beijá-lo, como faria com alguém íntimo, enquanto, com a espada desembainhada na outra mão, mirava-lhe o coração. Foi isso uma atitude digna de um cavalheiro, de um soldado, de um general?

Não: foi atitude de vilão e covarde desprezível. Joabe matara Abner da mesma maneira e não fora punido, o que o encorajou a repetir o ato.

  1. Fez isso descaradamente, não num canto, mas à frente de suas tropas e diante de todos, como quem não tinha vergonha nem medo de agir assim; estava tão endurecido pelo sangue e pelos assassinatos que não podia corar nem tremer. 4. Fez isso com um único golpe. Deu o golpe fatal com vigor, como se diz, sem precisar feri-lo uma segunda vez. Com mão firme e vigorosa, desferiu um só golpe mortal.

  2. Fez isso em desprezo e desafio a Davi e à comissão que dera a Amasa; aquela comissão era o único motivo de sua disputa com ele. Assim, Joabe atingiu Davi pelo flanco de Amasa e, na prática, disse-lhe que seria general apesar de sua ordem. 6. Fez isso numa ocasião muito inoportuna, quando marchavam contra um inimigo comum e precisavam estar unidos.

Essa disputa, na hora errada, poderia dispersar as tropas ou levá-las a lutar umas contra as outras, tornando-as presa fácil para Seba. Joabe podia sacrificar tranquilamente os interesses do rei e do reino à sua vingança pessoal.

IV. Joabe retomou imediatamente o posto de general e tratou de conduzir o exército na perseguição a Seba, para, se possível, impedir que seu ato prejudicasse a causa comum.

  1. Deixou um de seus homens anunciar às tropas que estavam chegando que continuavam a lutar por Davi, mas sob o comando de Joabe, v. 11. Sabia quanto influenciava os soldados e quantos o preferiam a Amasa, que fora traidor, agora mudara de lado e nunca tivera sucesso. Confiando nisso, chamou todos para segui-lo.

Que homem de Judá não apoiaria o rei a quem serviam havia tanto tempo e seu antigo general? Que cara tinha um assassino para perseguir um traidor? E como, sob tão pesada culpa, tinha coragem de enfrentar o perigo? Sem dúvida, sua consciência estava cauterizada.

  1. Tomaram providências para tirar o cadáver do caminho, pois ele fazia as tropas parar (como em 2 Samuel 2:23), e cobri-lo com um pano, v. 12, 13. Os perversos pensam estar a salvo se escondem sua maldade do mundo; se ela ficar oculta, para eles é como se nunca tivesse acontecido. Mas cobrir o sangue com um pano não pode calar o clamor por vingança aos ouvidos de Deus, nem fazê-lo menos alto.

Como não era o momento de levar Joabe a julgamento pelo que fizera, e a segurança de todos exigia rapidez, foi prudente remover o que atrasava a marcha do exército. Então todos seguiram Joabe. Davi, que sem dúvida logo recebeu notícia dessa tragédia, não pôde deixar de lamentar não ter feito justiça contra Joabe antes, pela morte de Abner, e ter exposto Amasa ao promovê-lo.

Talvez sua consciência também o lembrasse de que empregara Joabe no assassinato de Urias, o que contribuíra para endurecê-lo na crueldade.

Versículos 14 a 22

Seba é Perseguido. (a.C. 1023.)

Temos aqui o desfecho da tentativa de Seba.

I. Depois de percorrer todas as tribos de Israel e perceber, após refletirem melhor, que não estavam tão dispostas a segui-lo quanto tinham estado, no impulso, a abandonar Davi, Seba — que havia conseguido apenas alguns homens que, como ele, ficaram ao seu lado — finalmente entrou em Abel-Bete-Maaca, uma cidade forte ao norte, no território de Naftali, onde a encontramos situada (2 Reis 15:29).

Ali se refugiou; não se sabe se à força ou com consentimento. Seus partidários eram principalmente beritas, de Beerote, em Benjamim, v. 14. Um homem mau encontrará outros ou fará com que se tornem maus.

II. Joabe reuniu todas as suas tropas contra a cidade, sitiou-a, golpeou a muralha e deixou a cidade quase pronta para ser tomada de assalto, v. 15. É justo que seja atacado com toda essa fúria o lugar que ousa abrigar um traidor. Tampouco estará em melhor situação o coração que acolhe paixões rebeldes que não admitem que Cristo reine sobre elas.

III. Uma mulher sensata e bondosa de Abel, com sua prudência, resolveu bem o problema: satisfez Joabe e salvou a cidade. Aqui está:

  1. A negociação dela com Joabe e o acordo que fizeram: ele levantaria o cerco se Seba fosse entregue. Parece que nenhum homem de Abel, nenhum ancião ou magistrado, se dispôs a negociar com Joabe, nem mesmo quando estavam no extremo.

Talvez fossem insensíveis e indiferentes à segurança pública, temessem Seba, desesperassem de conseguir boas condições com Joabe ou não tivessem discernimento para conduzir a negociação. Mas a sabedoria daquela mulher salvou a cidade.

As almas não conhecem diferença de sexo. Embora o homem seja o cabeça, não se segue que tenha o monopólio da inteligência e, portanto, não deveria ter, por alguma lei sálica, o monopólio da coroa. Muitos corações viris, até mais que viris, foram encontrados no peito de mulheres.

O tesouro da sabedoria não vale menos por estar guardado num vaso mais frágil. No acordo entre essa heroína sem nome e Joabe:

(1) Ela conseguiu que ele a ouvisse e lhe desse atenção, v. 16, 17. Podemos supor que fosse a primeira vez que ele negociava assuntos militares com uma mulher.

(2) Argumentou de modo muito hábil em favor da cidade. [1.] Disse que aquela cidade era famosa pela sabedoria, como traduzimos (v. 18). Alegou que, havia muito, tinha fama por seus homens prudentes e sábios, a quem toda a região recorria. Todos concordavam em aceitar a decisão de seus anciãos.

A sentença deles era como um oráculo: bastava consultá-los para encerrar a questão, e todos aceitariam. Uma cidade assim seria reduzida a cinzas sem sequer se tentar negociar?

[2.] Disse que seus habitantes eram, em geral, pacíficos e fiéis em Israel, v. 19. Falava não só por si, mas por todos aqueles cuja causa defendia: não tinham espírito turbulento ou sedicioso, eram conhecidos pela lealdade ao príncipe e pela paz com seus concidadãos; não eram sediciosos nem litigiosos.

[3.] Disse que a cidade era uma mãe em Israel, guia e amparo das cidades e campos ao redor, e fazia parte da herança do Senhor.

Era uma cidade israelita, não pagã; destruí-la diminuiria e enfraqueceria a nação que Deus escolhera como sua herança.

[4.] Disse que esperava que ele lhes oferecesse paz antes de atacar, conforme a lei de guerra conhecida (Deuteronômio 20:10). A margem do v. 18 diz: “No início falaram claramente: ‘Certamente pedirão Abel’”, isto é: “Os sitiadores exigirão o traidor e nos pedirão que o entreguemos.”

“Se fizerem isso, logo chegaremos a um acordo e encerraremos o assunto.” Assim, ela repreende Joabe indiretamente por não lhes oferecer paz, mas espera que ainda não seja tarde para pedi-la.

(3) Joabe e a defensora de Abel logo concordaram que a cabeça de Seba seria o resgate da cidade.

Embora, numa desavença pessoal, Joabe tivesse acabado de engolir e destruir Amasa, quando age como general não quer ser acusado de gostar de derramar sangue:

Joabe negou que gostasse de engolir ou destruir, ou que planejasse fazê-lo, a não ser quando fosse necessário para a segurança pública (v. 20).

Não era esse o caso: a disputa não era com a cidade, que eles arriscariam a vida para proteger, mas apenas com o traidor abrigado ali. Se o entregassem, tudo estaria resolvido.

Muito dano seria evitado se os lados em conflito se compreendessem. A cidade resiste obstinadamente, convencida de que Joabe pretende destruí-la. Joabe a ataca com fúria, convencido de que todos os cidadãos são aliados de Seba. Ambos estavam enganados. Se os dois lados fossem esclarecidos, logo resolveriam a questão. A única condição para a paz é entregar o traidor.

Assim acontece no trato de Deus com a alma, quando ela é sitiada pela convicção e pela angústia: o pecado é o traidor; o desejo pecaminoso que se ama é o rebelde; abandone-o, rejeite a transgressão, e tudo ficará bem. Não há paz em outros termos. A mulher sensata aceita imediatamente a proposta e afirma que a cabeça dele será lançada para Joabe sem demora.

  1. A negociação dela com os cidadãos. Foi até eles com sabedoria (talvez precisasse de tanta sabedoria para lidar com eles quanto precisara ao falar com Joabe) e os convenceu a cortar a cabeça de Seba, provavelmente por alguma ordem pública do governo da cidade. Lançaram-na por cima da muralha para Joabe.

Joabe reconheceu o rosto do traidor e não foi atrás dos outros partidários, pois não pretendia que sofressem. A segurança pública estava garantida, e ele não quis satisfazer o desejo de vingança do povo. Então Joabe levantou o cerco e voltou a Jerusalém, levando troféus mais de paz do que de vitória.

Versículos 23 a 26

A Corte de Davi. (a.C. 1023.)

Aqui está um relato da organização da corte de Davi depois de seu retorno. Joabe continuou no cargo de general, pois era poderoso demais para ser destituído. Benaia, como antes, era capitão dos guardas. Foi criado um novo cargo que não havia antes (2 Samuel 8:16-18): o de tesoureiro, ou encarregado do tributo, pois Davi só começou a cobrar impostos perto do fim do reinado.

Adorão ocupou esse cargo por muito tempo, mas acabou lhe custando a vida (1 Reis 12:18).


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