2 Reis 13
Argumento
Este capítulo nos leva de volta à história dos reis de Israel, em especial à família de Jeú. Aqui temos um relato dos reinados:
I. De seu filho Jeoacaz, cujo reinado durou dezessete anos. 1. Seu mau caráter em geral (v. 1, 2), a aflição em que foi lançado (v. 3) e o declínio a que chegou sua situação (v. 7). 2. Sua humilhação diante de Deus e a compaixão de Deus para com ele (v. 4, 5, 23). 3. Sua persistência na idolatria, apesar disso (v. 6). 4. Sua morte (v. 8, 9).
II. De seu neto Joás, cujo reinado durou dezesseis anos. Temos aqui um relato geral de seu reinado, na forma habitual (vv. 10-13), mas um relato particular da morte de Eliseu durante o seu reinado.
A bondosa visita que o rei lhe fez (v. 14) e o encorajamento que Eliseu lhe deu nas guerras contra a Síria (vv. 15-19).
A morte e o sepultamento de Eliseu (v. 20), e um milagre realizado por seus ossos (v. 21). E, por fim, as vantagens que Joás obteve contra os sírios, conforme as predições de Eliseu (v. 24, 25).
Versículos 1 a 9
O Reinado de Jeoacaz. (a.C. 839.)
Este relato geral do reinado de Jeoacaz e da situação de Israel durante aqueles dezessete anos, embora breve, basta para nos mostrar duas coisas muito comoventes e instrutivas:
I. A glória de Israel escondida nas cinzas, sepultada, perdida e transformada em vergonha. Como Israel parece diferente aqui do que foi e poderia ter sido! Como sua coroa foi profanada e sua honra lançada ao pó!
- Era honra de Israel adorar o único Deus vivo e verdadeiro, que é Espírito, uma mente eterna, e estabelecera, por sua própria determinação, as regras para adorá-lo; mas, ao trocar a glória do Deus incorruptível pela imagem de um boi, e a verdade de Deus por uma mentira, perderam essa honra e se nivelaram às nações que adoravam obras de suas próprias mãos.
Vemos aqui que o rei seguiu os pecados de Jeroboão (v. 2), e que o povo não se afastou deles, mas andou neles (v. 6). Nada poderia desonrar mais um povo instruído no serviço de Deus e encarregado dos oráculos vivos do que aqueles dois bezerros idolatrados.
Em toda a história das dez tribos, nunca vemos aquela idolatria sofrer o menor abalo, mas, em cada reinado, o bezerro continuou sendo seu deus, e eles se entregaram àquela vergonha.
- Era honra de Israel ter sido tomado sob a proteção especial do céu; o próprio Deus era sua defesa, o escudo do seu socorro e a espada da sua excelência. Você era feliz por isso, ó Israel! Mas aqui, como tantas vezes antes, vemos Israel despojado dessa glória e exposto aos insultos de todos os seus vizinhos.
Por seus pecados, provocaram a ira de Deus, e então ele os entregou nas mãos de Hazael e Ben-Hadade (v. 3). Hazael oprimia Israel (v. 22). Certamente, nenhuma nação foi tantas vezes saqueada e pilhada pelos vizinhos como Israel.
O povo trouxe isso sobre si mesmo por causa do pecado; quando provocaram Deus a arrancar sua cerca, a fertilidade de sua terra só serviu para atrair os vizinhos a devorá-la.
Israel chegou a tal ponto de fraqueza nesse reinado, por causa das muitas incursões que os sírios faziam contra ele, que a milícia do reino e toda a força que podia levar ao campo de batalha somavam apenas cinquenta cavaleiros, dez carros e dez mil soldados de infantaria, um contingente desprezível (v. 7).
Será que os milhares de Israel chegaram a isso? Como o ouro ficou opaco! A corrupção de uma nação certamente a rebaixa.
II. Algumas centelhas da antiga honra de Israel ainda aparecem nessas cinzas. Apesar de todas essas desavenças, não se esquece por completo que esse povo é o Israel de Deus e que ele é o Deus de Israel.
Pois era antiga honra de Israel ser povo que orava, e aqui vemos reviver parte dessa honra; pois, aflito, o rei Jeoacaz suplicou ao Senhor (v. 4), buscando ajuda não dos bezerros — que ajuda poderiam lhe dar? —, mas do Senhor. Convém que os reis mendiguem à porta de Deus e que os maiores entre os homens sejam humildes suplicantes aos pés do seu trono. A necessidade os levará a isso.
Era antiga honra de Israel ter Deus perto deles em tudo aquilo por que o invocavam (Deuteronômio 4:7), e assim foi também aqui. Embora pudesse com razão ter rejeitado a oração como abominação, ainda assim o Senhor ouviu Jeoacaz e a oração que ele fez por si mesmo e por seu povo (v. 4); e deu a Israel um libertador (v. 5).
Esse libertador não foi o próprio Jeoacaz, pois Hazael oprimiu Israel durante todos os dias de Jeoacaz (v. 22), mas seu filho. Em resposta às orações do pai, Deus deu êxito a esse filho contra os sírios, e assim ele recuperou as cidades que eles haviam tomado de seu pai (v. 25).
Deus concedeu essa resposta graciosa à oração de Jeoacaz, não por causa dele nem daquele povo indigno, mas lembrando-se da aliança com Abraão (v. 23), à qual havia prometido atentar, muito tempo antes, em tempos de necessidade como aqueles (Levítico 26:42).
Veja como Deus é rápido em mostrar misericórdia, pronto a ouvir orações e disposto a encontrar motivo para ser gracioso. Se não fosse assim, não olharia tão para trás, para aquela antiga aliança que Israel tantas vezes havia quebrado e cujos benefícios perdera por completo.
Que isso nos atraia e nos prenda para sempre a ele, e encoraje até mesmo os que o abandonaram a voltar e se arrepender, pois nele há perdão para que seja temido.
Versículos 10 a 19
O Reinado de Joás, Rei de Israel. (a.C. 839.)
Temos aqui Jeoás, também chamado Joás, filho de Jeoacaz e neto de Jeú, no trono de Israel. Provavelmente, a casa de Jeú quis demonstrar alguma consideração pela casa de Davi ao dar a esse príncipe herdeiro o mesmo nome do rei que então governava Judá.
I. O relato geral que temos aqui dele e de seu reinado é muito parecido com o que já encontramos e pouco tem de notável (vv. 10-13). Ele não foi dos piores; ainda assim, por manter aquela antiga e sagaz idolatria da casa de Jeroboão, diz-se que fez o que era mau aos olhos do Senhor.
Aquele único mal bastou para deixar uma marca indelével de infâmia em seu nome, pois, por pouco mal que as pessoas vissem nisso, aos olhos do Senhor era uma coisa muito perversa, e sabemos que o juízo dele é segundo a verdade.
É notável como o escritor inspirado passa rapidamente por seus atos e por seu poderio na guerra, deixando que os historiadores comuns os registrem, enquanto só repara no respeito que demonstrou a Eliseu.
Uma boa ação ocupa lugar melhor no livro de Deus do que vinte grandes feitos; e, aos olhos dele, um homem conquista reputação muito melhor ao honrar um profeta do que ao conquistar um rei e seu exército.
II. O relato particular do que se passou entre Joás e Eliseu contém várias coisas notáveis:
- Eliseu adoeceu (v. 14). Observe:
(1.) Ele viveu muito, pois fazia cerca de sessenta anos que fora chamado pela primeira vez para ser profeta. Foi uma grande misericórdia para Israel, especialmente para os filhos dos profetas, que ele continuasse tanto tempo como uma luz que ardia e brilhava.
Elias completou seu testemunho em apenas um quarto desse tempo. Os profetas de Deus têm seus dias determinados, uns mais longos, outros mais curtos, conforme a Sabedoria Infinita considera adequado.
(2.) Durante toda a última parte de sua vida, desde a unção de Jeú — quarenta e cinco anos antes de Joás começar a reinar —, não encontramos menção a Eliseu nem a qualquer coisa que tenha feito até vê-lo aqui em seu leito de morte.
Ele pode ter sido útil até o fim sem voltar a ser tão famoso quanto fora em outros tempos. O tempo em que floresceu foi menor do que o tempo que viveu. Que os idosos não se queixem da obscuridade; antes, fiquem satisfeitos com o retiro.
(3.) O espírito de Elias repousava sobre Eliseu, mas ele não foi levado ao céu numa carruagem de fogo como Elias; seguiu o caminho comum para fora do mundo e recebeu a visita da morte, comum a todos os homens.
Se Deus honra alguns acima de outros que, ainda assim, não lhes são inferiores em dons ou graças, quem poderá censurá-lo? Ele não pode fazer o que quiser com o que é seu?
- O rei Joás o visitou durante a enfermidade e chorou por ele (v. 14). Isso demonstra que havia nele algum bem: estimava e amava um profeta fiel. Longe de odiá-lo e persegui-lo como perturbador de Israel, amava-o e honrava-o como uma das maiores bênçãos do seu reino, e lamentava perdê-lo.
Houve quem não obedecesse à palavra de Deus e, ainda assim, tivesse os ministros fiéis dela tão evidentes à sua consciência que não podia deixar de honrá-los. Observe aqui:
(1.) Ao saber que Eliseu estava doente, o rei foi visitá-lo e receber seu conselho e sua bênção de despedida; e não era indigno dele, embora fosse rei, honrar alguém a quem Deus honrava. Repare:
Pode nos trazer grande proveito espiritual visitar bons ministros e outros homens bons no leito de enfermidade e no leito de morte, para aprendermos a morrer e sermos encorajados na religião pelos consolos vivos que recebem dela na hora da morte.
(2.) Embora Eliseu fosse muito idoso, tivesse sido útil por muito tempo e, pelo curso natural das coisas, não pudesse continuar muito mais, o rei chorou por ele ao vê-lo doente e prestes a morrer.
Os idosos são os mais experientes e, por isso, aqueles cuja ausência é mais difícil de suportar. Em muitas situações, uma testemunha idosa vale por dez jovens.
(3.) Joás lamentou Eliseu com as mesmas palavras com que o próprio Eliseu lamentara a partida de Elias: “Meu pai, meu pai!”. É provável que tivesse ouvido ou lido essa história famosa. Repare:
Quem presta as devidas honras à geração que o precede muitas vezes recebe honras semelhantes da geração seguinte. Quem rega, quem rega com lágrimas, será regado; também ele será assim regado quando chegar a sua vez (Provérbios 11:25).
(4.) Nesse aspecto, esse rei foi egoísta; lamentou a perda de Eliseu porque ele era como os carros e cavaleiros de Israel e, portanto, seria difícil dispensá-lo quando Israel tinha tão poucos carros e cavaleiros (v. 7): ao todo, apenas cinquenta cavaleiros e dez carros.
Quem considera quanto os homens bons contribuem para a defesa de uma nação e para afastar os juízos de Deus percebe que há motivo para lamentar a partida deles.
- Eliseu deu ao rei grandes garantias de vitória contra os sírios, que naquele momento oprimiam Israel, e o encorajou a prosseguir vigorosamente na guerra contra eles.
Eliseu percebeu que o rei relutava em separar-se dele porque o considerava o grande baluarte do reino contra aquele inimigo comum e confiava muito em suas bênçãos e orações para seus planos contra os sírios.
“Pois bem”, disse Eliseu, “se essa é a causa da tua aflição, não te aflijas com isso: serás vitorioso sobre os sírios quando eu estiver na sepultura. Eu morro, mas Deus certamente vos visitará. Ele dispõe do restante do Espírito e pode levantar outros profetas para orar por vós.”
A graça de Deus não está presa a uma só mão. Ele pode sepultar seus trabalhadores e, ainda assim, levar adiante sua obra.
Para animar o rei contra os sírios, Eliseu lhe deu um sinal: mandou que pegasse um arco e flechas (v. 15), indicando que, para libertar o reino dos sírios, o rei devia preparar-se para a guerra e decidir-se a enfrentar seus perigos e fadigas. Deus seria o agente, mas ele devia ser o instrumento.
Para mostrar que teria êxito, Eliseu lhe deu um sinal ao orientá-lo:
(1.) A atirar uma flecha na direção da Síria (v. 16, 17). Sem dúvida, o rei sabia manejar um arco melhor do que o profeta. Ainda assim, como a flecha que seria atirada receberia seu significado de uma ordem divina, foi como se o rei precisasse ser instruído. Por isso, recebeu do profeta estas ordens: “Põe a tua mão sobre o arco — abre a janela — atira!”.
Ou melhor, como se o rei fosse uma criança que nunca tivesse puxado um arco, Eliseu pôs as mãos sobre as mãos dele. Isso significava que, em todas as suas expedições contra os sírios, ele devia buscar em Deus direção e força, reconhecer que suas próprias mãos não bastavam, mas agir na dependência do auxílio divino.
“Ele ensina minhas mãos a guerrear” (Salmos 18:34; 144:1). As mãos trêmulas de um profeta à beira da morte, ao significarem a cooperação e a comunicação do poder de Deus, deram àquela flecha mais força do que as mãos do rei em pleno vigor.
Os sírios haviam dominado a região a leste (2 Reis 10:33). Por isso, a flecha foi apontada naquela direção, e o profeta deu àquele disparo, embora em certo sentido fosse ao acaso, a seguinte interpretação:
[1.] Era uma autorização para o rei atacar os sírios, apesar do poder e da ocupação que exerciam.
[2.] Era uma promessa de êxito. É a flecha do livramento do Senhor, a própria flecha do livramento dos sírios. É Deus quem ordena o livramento; e, quando o realizar, quem poderá impedi-lo? A flecha do livramento é dele. Ele dispara suas flechas, e a obra está feita (Salmos 18:14).
“Ferirás os sírios em Afeca, onde estão acampados agora, ou onde farão uma concentração geral de suas forças, até consumires os que te afligem e oprimem, a ti e ao teu reino.”
(2.) A golpear o chão com as flechas (v. 18, 19). Depois de assegurar-lhe, em nome de Deus, que venceria os sírios, o profeta o poria à prova para ver que uso faria de suas vitórias: se as levaria adiante com mais zelo do que Acabe, quando Ben-Hadade estava à sua mercê.
Para provar isso, Eliseu lhe disse que golpeasse o chão com as flechas: “Crê que foram derrubados pela flecha do livramento do Senhor e postos a teus pés; e agora mostra-me o que farás com eles depois de abatidos: farás como Davi, quando Deus lhe entregou os pescoços de seus inimigos, esmigalhando-os como o pó diante do vento?” (Salmos 18:40, 42).
O rei não demonstrou o zelo e o ardor que se poderia esperar naquela ocasião; golpeou o chão três vezes e nada mais. Talvez, por uma tola ternura para com os sírios, tenha golpeado como quem tinha medo de feri-los, ou ao menos de destruí-los, disposto a mostrar misericórdia aos que nunca mostraram nem jamais mostrariam misericórdia a ele ou ao seu povo.
Ou talvez tenha golpeado três vezes, e sem ânimo, porque achou aquilo uma tolice: parecia ocioso e infantil que um rei batesse no chão com suas flechas. Três vezes lhe pareceram suficientes para fazer papel de tolo apenas para agradar ao profeta.
Mas, ao desprezar o sinal, perdeu o que ele significava, para grande tristeza do profeta moribundo, que se irou com ele e disse que deveria ter golpeado cinco ou seis vezes.
Como o poder e a promessa de Deus não estavam limitados, por que o rei limitaria suas próprias expectativas e seus esforços? Repare:
Não deixa de ser aflitivo para os bons ver aqueles a quem desejam o bem atrapalharem a si mesmos e abandonarem as próprias bênçãos, vê-los perder suas vantagens contra os inimigos espirituais e darem vantagem a eles.
Versículos 20 a 25
A Morte de Eliseu. (a.C. 837.)
Agora devemos considerar:
I. A sepultura de Eliseu: ele morreu em idade avançada e foi sepultado; e o que vem a seguir mostra:
- O poder que sua vida tinha de afastar os juízos; pois, assim que morreu, bandos de moabitas invadiram a terra: não eram grandes exércitos para enfrentá-los em campo, mas grupos errantes e furtivos que matavam e saqueavam de surpresa.
Deus tem muitos meios de castigar um povo que o provoca. O rei temia o perigo apenas dos sírios, mas eis que os moabitas o invadem. Às vezes, o problema vem justamente do lado de onde menos o temíamos.
A menção a isso logo depois da morte de Eliseu sugere que a partida dos profetas fiéis de Deus anuncia a chegada de juízos. Quando os embaixadores são chamados de volta, pode-se esperar a chegada dos arautos.
- O poder que havia em seu corpo morto: ele comunicou vida a outro cadáver (v. 21). Esse grande milagre, embora relatado muito brevemente, foi uma prova decisiva de sua missão e uma confirmação de todas as suas profecias.
Foi também um sinal claro de que existe outra vida depois desta. A morte de Eliseu não foi o seu fim, pois, se assim fosse, ele não poderia ter feito isso. Da ação podemos inferir a existência.
Por isso se viu que o Senhor ainda era o Deus de Eliseu; portanto, Eliseu ainda vivia, pois Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos. E talvez também possa haver aqui uma referência a Cristo, cuja morte e sepultamento fizeram da sepultura, para todos os fiéis, uma passagem segura e feliz para a vida.
Também se indicava que, embora Eliseu estivesse morto, em virtude das promessas feitas por meio dele os interesses de Israel, ainda que parecessem completamente submersos e perdidos, voltariam a reviver e florescer.
Os vizinhos levavam o cadáver de um homem para a sepultura e, temendo cair nas mãos dos moabitas — alguns dos quais tinham visto ao longe, perto do lugar onde o corpo seria enterrado —, puseram o cadáver no lugar conveniente mais próximo, que se revelou ser a sepultura de Eliseu.
O morto reviveu ao tocar os ossos de Eliseu e, ao que é provável, voltou para casa com os amigos. Josefo conta a história de outra maneira: alguns ladrões, depois de roubar e assassinar um viajante honesto, lançaram o cadáver dele na sepultura de Eliseu, e ele reviveu imediatamente.
Elias foi honrado ao partir. Eliseu foi honrado depois de partir. Deus distribui honras como lhe agrada, mas, de um modo ou de outro, o repouso de todos os santos será glorioso (Isaías 11:10). É bom estar perto dos santos e ter a mesma sorte que eles, tanto em vida como na morte.
II. A espada de Joás, rei de Israel, e seu êxito contra os sírios:
- A causa do êxito foi o favor de Deus (v. 23): o Senhor foi bondoso com eles, teve compaixão de suas misérias e lhes demonstrou consideração. As várias expressões de sentido semelhante aqui nos levam a observar e admirar os triunfos da bondade divina ao livrar um povo tão provocador.
Foi pela misericórdia do Senhor que não foram consumidos, pois ele ainda não quis destruí-los. Previa que, por fim, eles destruiriam a si mesmos, mas, por enquanto, iria poupá-los e lhes daria prazo para se arrependerem.
A lentidão dos processos de Deus contra os pecadores deve ser entendida como honra à sua misericórdia, não como impugnação da sua justiça.
- O efeito do êxito foi o benefício de Israel. Joás recuperou das mãos de Ben-Hadade as cidades de Israel que estavam em poder dos sírios (v. 25).
Isso foi uma grande bondade para com as próprias cidades, que assim foram libertadas do jugo da opressão, e para com todo o reino, que se fortaleceu muito com a retomada delas.
Joás derrotou os sírios três vezes, tantas quantas havia golpeado o chão com as flechas, e então se pôs fim por completo à sequência de suas vitórias. Muitos se arrependeram, tarde demais, de suas desconfianças e da estreiteza de seus desejos.