2 Reis 11
Argumento
A revolução no reino de Israel logo se completou com a estabilidade firmada por Jeú; agora, precisamos examinar os assuntos do reino de Judá, que perdeu sua cabeça (tal como era) ao mesmo tempo e pela mesma mão que Israel perdeu a sua; porém, ali a desordem durou mais do que em Israel, mas alguns anos depois as coisas foram postas em boa ordem, como vemos neste capítulo.
I. Atalia usurpa o governo e destrói toda a descendência real, v. 1. II. Joás, uma criança de um ano, é preservado de modo extraordinário, v. 2, 3. III. Ao fim de seis anos, ele é apresentado e, pela atuação de Joiada, feito rei, vv. 4-12. IV. Atalia é morta, vv. 13-16. V. Os interesses civis e religiosos do reino são bem estabelecidos nas mãos de Joás, vv. 17-21.
Assim, depois de alguma interrupção, as coisas voltaram com vantagem ao antigo curso.
Versículos 1 a 3
A Morte de Atalia. (a.C. 878.)
Deus havia assegurado a Davi a continuidade de sua família, o que é chamado de estabelecer uma lâmpada para o seu ungido; e isso não pode deixar de parecer grandioso, agora que lemos sobre o extermínio de tantas famílias reais, uma após outra.
Aqui vemos a lâmpada prometida a Davi quase apagada e, ainda assim, preservada de modo extraordinário.
I. Ela quase foi apagada pela malícia bárbara de Atalia, a rainha-mãe. Quando soube que seu filho Acazias fora morto por Jeú, ela se levantou e destruiu toda a descendência real (v. 1), todos os que sabia pertencerem à família real.
O marido dela, Jorão, havia matado todos os irmãos dele, filhos de Josafá (2 Crônicas 21:4).
Os árabes mataram todos os filhos de Jorão, exceto Acazias (2 Crônicas 22:1). Jeú matou todos os filhos deles (2 Crônicas 22:8) e o próprio Acazias. Certamente, jamais se derramou tanto sangue real. Felizes os homens de origem humilde, que vivem fora do alcance da inveja e da rivalidade!
Mas, como se tudo isso fosse pouca coisa, Atalia destruiu todos os que restavam da descendência real.
Era estranho que uma mulher, tida como do sexo frágil, pudesse ser tão bárbara; que alguém que havia sido filha de um rei, esposa de um rei e mãe de um rei pudesse ser tão bárbara com uma família real, uma família na qual ela própria havia sido enxertada; mas ela fez isso por dois motivos:
Por espírito de ambição. Ela ansiava pelo poder e pensava que não poderia alcançá-lo de outra maneira. Para que ninguém reinasse com ela, matou até os bebês e as crianças de colo que poderiam reinar depois dela. Por medo de um concorrente, nenhum deveria ser poupado para sucedê-la.
Por espírito de vingança e ira contra Deus. Como a casa de Acabe havia sido totalmente destruída, e seu filho Acazias também estava entre os mortos, por ser da família de Acabe, Atalia resolveu, por assim dizer, como represália, destruir a casa de Davi e cortar sua linhagem, desafiando a promessa de Deus de perpetuá-la. Foi uma tentativa tola e inútil, pois quem pode anular o que Deus decidiu?
As avós são consideradas mais afetuosas com os netos do que com os próprios filhos; ainda assim, a própria mãe de Acazias assassinou deliberadamente os próprios filhos dele, ainda bebês, quando, mais do que qualquer outra pessoa, tinha o dever de amamentá-los e cuidar deles.
Com razão ela foi chamada de Atalia, aquela mulher perversa (2 Crônicas 24:7), a própria filha de Jezabel; contudo, Deus foi justo e fez recair sobre os filhos de Jorão e Acazias, ramos degenerados da casa de Davi, a iniquidade deles.
II. Foi preservado de modo extraordinário pelo cuidado piedoso de uma das filhas de Jorão, esposa do sacerdote Joiada. Ela levou às escondidas um dos filhos do rei, chamado Joás, e o escondeu (v. 2, 3).
Ele era um tição arrancado do fogo. Não nos é dito quantos foram mortos; ao que parece, como era um bebê nos braços da ama, ninguém sentiu sua falta, ninguém o procurou ou, pelo menos, não o encontrou.
Quem o salvou foi sua própria tia, filha do perverso Jorão, pois Deus suscita protetores para aqueles que deseja proteger.
O lugar onde ficou a salvo foi o templo do Senhor, um dos aposentos do templo, lugar que Atalia raramente visitava. Ao trazê-lo para ali, a tia o pôs sob a proteção especial de Deus e, assim, o escondeu pela fé, como Moisés foi escondido.
As palavras de Davi se cumpriram em um de seus descendentes: “No segredo do seu tabernáculo, ele me esconderá” (Salmos 27:5).
Com razão, quando cresceu, esse Joás se empenhou em reparar o templo do Senhor, pois o templo havia sido um santuário para ele. Agora, a promessa feita a Davi dependia de uma só vida; ainda assim, não falhou.
Do mesmo modo, Deus, conforme sua promessa, garantirá ao Filho de Davi uma descendência espiritual que, embora às vezes reduzida a um número pequeno, muito rebaixada e aparentemente perdida, será perpetuada até o fim dos tempos; às vezes ficará escondida e invisível, mas estará guardada no pavilhão de Deus e permanecerá ilesa.
Foi uma providência especial que Jorão, embora rei e perverso, tenha dado sua filha em casamento a Joiada, sacerdote piedoso. Alguns talvez tenham considerado desonroso para a família real casar uma filha com um clérigo; mas esse casamento se mostrou feliz e salvou a família real da ruína.
A influência de Joiada no templo deu à esposa a oportunidade de preservar Joás, e a influência dela na família real deu a Joiada a oportunidade de colocá-lo no trono.
Veja a sabedoria e o cuidado da Providência, e como ela prepara o que planeja. Veja também que bênçãos guardam para suas famílias aqueles que casam seus filhos com pessoas sábias e boas.
Versículos 4 a 12
Atalia tiranizou o povo por seis anos. Não temos um relato detalhado de seu reinado; sem dúvida, ele foi semelhante ao seu começo. Enquanto Jeú extirpava o culto a Baal em Israel, ela o estabelecia em Judá, como se vê em 2 Crônicas 24:7.
A corte e o reino de Judá haviam sido corrompidos pela aliança com a casa de Acabe, e agora alguém daquela casa era uma maldição e uma praga para ambos: amizades pecaminosas não produzem resultados melhores.
Durante todo esse tempo, Joás permanecia escondido, com direito à coroa e destinado a ela, mas enterrado vivo na obscuridade. Embora os filhos e herdeiros do céu estejam agora escondidos e o mundo não os conheça (1 João 3:1), chegará o tempo determinado em que aparecerão em glória, como Joás no sétimo ano.
Nessa ocasião, ele estava pronto para ser apresentado, não como um bebê, mas, tendo cumprido sua primeira etapa de aprendizado na vida e chegado ao seu primeiro ano climatérico, dera um bom passo rumo à idade adulta.
A essa altura, o povo já se cansara da tirania de Atalia e estava pronto para uma revolução. Aqui nos é contado como essa revolução foi realizada.
I. O responsável por esse grande empreendimento era o sacerdote Joiada, provavelmente o sumo sacerdote ou, pelo menos, o sagan (como os judeus o chamavam), auxiliar do sumo sacerdote.
Por nascimento e cargo, era um homem revestido de autoridade, a quem o povo tinha, por lei, o dever de respeitar e obedecer, sobretudo quando não havia rei legítimo no trono (Deuteronômio 17:12).
Por casamento, ele estava ligado à família real e, se toda a descendência real tivesse sido destruída, sua esposa, filha de Jorão, tinha um direito à coroa superior ao de Atalia.
Seus talentos e virtudes notáveis o capacitavam a servir a pátria, e não poderia prestar-lhe serviço melhor do que libertá-la da usurpação de Atalia.
Temos razão para pensar que ele não fez essa tentativa antes de buscar primeiro o conselho de Deus e conhecer a vontade divina, fosse por meio de profetas ou do Urim, talvez de ambos.
II. A condução da operação foi muito prudente e digna de um homem tão sábio e bom como Joiada:
- Ele combinou o plano com os chefes de centenas e os capitães, homens que ocupavam cargos eclesiásticos, civis e militares. Convocou-os ao templo, consultou-os, apresentou-lhes as queixas que os afligiam e exigiu deles um juramento de segredo.
Ao perceber que estavam dispostos e prontos a unir-se a ele, mostrou-lhes o filho do rei (v. 4).
Eles estavam tão convencidos de sua lealdade que não viram motivo para suspeitar de fraude. Podemos imaginar a surpresa agradável dos homens piedosos que temiam que a casa e a linhagem de Davi tivessem sido completamente eliminadas, ao encontrarem uma brasa como aquela no meio das cinzas.
- Ele posicionou os sacerdotes e levitas, que estavam mais diretamente sob suas ordens, nos vários acessos do templo, para montar guarda, sob o comando dos chefes de centenas (v. 9).
Davi havia dividido os sacerdotes em turnos, que serviam alternadamente. A cada manhã de sábado, um novo grupo começava o serviço, mas o grupo da semana anterior não encerrava seu turno até o entardecer de sábado.
Assim, no sábado, quando se realizava um serviço dobrado, havia o dobro de pessoas para fazê-lo: tanto os que entravam quanto os que saíam.
Joiada empregou esses grupos naquela grande ocasião e os armou com lanças e escudos de Davi, tirados dos depósitos do templo: talvez fossem as próprias armas de Davi, talvez as que ele havia tomado de seus inimigos e dedicado à honra de Deus (v. 10).
Ainda que fossem velhas e fora de moda, os que as usassem poderiam, por serem de Davi, lembrar-se da aliança de Deus com ele, que agora defendiam.
Eles receberam duas ordens:
(1.) Proteger o jovem rei contra qualquer agressão. Deviam montar guarda na casa do rei (v. 5), cercá-lo e permanecer com ele (v. 8), para protegê-lo dos partidários de Atalia, pois ainda havia quem desejasse sangue real.
(2.) Preservar o templo santo da profanação pela multidão que se reuniria naquela ocasião (v. 6): Vigiem a casa, para que não seja invadida nem derrubada, e assim não entrem estrangeiros ou pessoas impuras. Joiada não estava tão empenhado na revolução planejada a ponto de se esquecer da religião.
Em tempos de maior correria, é preciso tomar cuidado, Ne detrimentum capiat ecclesia — que as coisas santas de Deus não sejam prejudicadas.
É significativo que Joiada tenha designado a cada um seu posto, bem como sua tarefa (v. 6, 7), pois a boa ordem contribui muito para agilizar e realizar qualquer grande empreendimento.
Que cada um conheça seu posto, mantenha-o e o cumpra bem; assim, o trabalho será concluído depressa.
- Quando os guardas estavam a postos, trouxeram o rei para fora (v. 12). Alegre-se muito, filha de Sião! Pois até no seu monte santo aparece seu rei: uma criança, sem dúvida, mas não alguém que traga desgraça à terra, pois é “filho de nobres” e filho de Davi (Eclesiastes 10:17). Era uma criança, sim, mas tinha um bom tutor e, melhor ainda, um bom Deus a quem recorrer.
Joiada não demorou a proceder à coroação do jovem rei, pois, embora ainda não pudesse cuidar dos negócios do reino, aos poucos cresceria para isso. A cerimônia foi muito solene (v. 12):
(1.) Como sinal de que recebia o poder real, Joiada pôs a coroa sobre a cabeça dele, embora ainda fosse grande e pesada demais para a cabeça do rei. É provável que as insígnias reais fossem guardadas no templo; assim, a coroa estava à mão.
(2.) Como sinal de sua obrigação de governar pela lei e fazer da palavra de Deus sua regra, Joiada lhe entregou o testemunho e pôs em suas mãos uma Bíblia, na qual ele deveria ler todos os dias de sua vida (Deuteronômio 17:18, 19).
(3.) Como sinal de que recebia o Espírito para capacitá-lo para a tarefa a que já havia sido chamado, Joiada o ungiu.
A unção dos reis só é mencionada nos casos de interrupção, como aqui e no de Salomão; ainda assim, talvez fosse usada para todos os reis, ao menos os da casa de Davi, cuja realeza prefigurava a de Cristo, que seria ungido acima de seus companheiros e de todos os filhos de Davi.
(4.) Como sinal da aceitação do povo e de sua submissão ao governo dele, todos bateram palmas de alegria e expressaram seus sinceros votos por ele: “Viva o rei!” Assim o fizeram rei, fizeram-no seu rei, consentindo e concordando com a designação divina.
Tinham motivo para se alegrar com o fim da tirania de Atalia e com a perspectiva de que a religião fosse restaurada e estabelecida por um rei orientado por um homem tão bom como Joiada.
Tinham motivo para dar boas-vindas àquele que tinha direito à coroa e dizer: “Que ele viva!”; ele vinha até eles como vida dentre os mortos, e nele a casa de Davi viveria.
Com aclamações de alegria e satisfação assim, o reino de Cristo deve ser recebido em nossos corações, quando seu trono é estabelecido ali e Satanás, o usurpador, é deposto.
Hosana, bendito o que vem: batam palmas e digam: “Que o Rei Jesus viva, viva e reine para sempre em minha alma e em todo o mundo”; está prometido que ele viverá e que continuamente se fará oração por ele e pelo seu reino (Salmos 72:15).
Versículos 13 a 16
É possível que, depois de concluída a cerimônia solene da entronização do rei, tivessem planejado visitar Atalia e chamá-la a responder por seus assassinatos, usurpação e tirania; mas, como sua mãe Jezabel, ela poupou-lhes esse trabalho: saiu ao encontro deles e apressou a própria destruição.
- Ao ouvir o barulho, ela veio assustada para ver o que acontecia (v. 13). Joiada e seus aliados haviam começado em silêncio, mas, agora que perceberam a própria força, anunciaram o que estavam fazendo.
Parece que Atalia era pouco considerada, caso contrário, teriam levado notícias daquela tentativa ousada antes que ela ouvisse o barulho com os próprios ouvidos; se o plano tivesse sido descoberto antes de se completar, poderia ter sido frustrado; agora, porém, era tarde demais.
É estranho que, ao ouvir o barulho, ela tenha sido tão mal aconselhada a ir pessoalmente, aparentemente sozinha.
Certamente não era tão negligenciada que não houvesse ninguém para ir em seu lugar, nem ninguém para ir com ela; mas estava terrivelmente dominada pelo ímpeto do medo e da indignação. Deus tira o juízo daqueles que quer destruir.
- Ao ver o que estava acontecendo, ela gritou por socorro. Viu que o lugar do rei junto à coluna era ocupado por alguém a quem os príncipes e o povo prestavam homenagem (v. 14) e teve razão para concluir que seu poder havia acabado, sabendo que o usurpara.
Isso a fez rasgar as roupas, como alguém fora de si, e gritar: “Traição! Traição! Venham ajudar contra os traidores!” Josefo acrescenta que ela pediu que matassem aquele que ocupava o lugar do rei.
O que se fazia então era a mais alta justiça, mas foi condenado como o maior crime. Ela própria era a maior traidora e, ainda assim, foi a primeira e mais estridente a gritar: “Traição! Traição!” Os mais culpados costumam ser os mais prontos a censurar os outros.
- Joiada ordenou que ela fosse morta como idólatra, usurpadora e inimiga da paz pública. Tomaram-se duas precauções:
(1.) Que ela não fosse morta no templo, nem em nenhum de seus pátios, por respeito àquele lugar santo, que não devia ser manchado com o sangue de qualquer sacrifício humano, por mais justo que fosse.
(2.) Que quem aparecesse em defesa dela morresse com ela: “Matem à espada quem a seguir para protegê-la ou resgatá-la, e qualquer um de seus acompanhantes que decida apoiá-la e não se junte à causa de seu soberano legítimo; mas não o matem se não a seguir agora” (v. 15).
De acordo com essas ordens, quando ela tentou escapar pela passagem dos fundos para o palácio, através dos estábulos, ela foi perseguida e morta ali (v. 16). Assim pereçam os teus inimigos, ó Senhor! Assim dá à meretriz sanguinária sangue para beber, pois ela o merece.
Versículos 17 a 21
Joiada já havia concluído a parte de sua obra que dizia respeito à meretriz; com a morte de Atalia, o jovem príncipe ficou livre de toda oposição para chegar ao trono. Agora, precisava aproveitar as vantagens que tinha para completar a revolução e estabilizar o governo. Aqui temos o relato de duas coisas:
I. Os bons fundamentos que ele lançou por meio de uma aliança inaugural (v. 17): Agora que o príncipe e o povo estavam juntos na casa de Deus, antes de partirem, ao que parece, Joiada cuidou para que ambos se comprometessem com Deus e fizessem uma aliança mútua, a fim de compreenderem bem seus deveres tanto para com Deus quanto uns para com os outros, e se obrigarem firmemente a cumpri-los.
- Ele procurou estabelecer e assegurar entre eles os interesses da religião, por meio de uma aliança com Deus.
O rei e o povo se manteriam unidos com mais firmeza se ambos se ligassem ao Senhor. Deus já havia prometido, de sua parte, ser o Deus deles — Joiada podia mostrar isso no livro do testemunho; agora, o rei e o povo deviam comprometer-se, por sua parte, a ser o povo do Senhor:
Nessa aliança, o rei se coloca no mesmo nível de seus súditos e está tão obrigado quanto qualquer um deles a servir ao Senhor.
Por esse compromisso, renunciaram a Baal, que muitos deles haviam adorado, e se entregaram ao governo de Deus.
Um povo vai bem quando todas as mudanças pelas quais passa ajudam a reavivar, fortalecer e promover os interesses da religião entre seus membros.
É provável que prosperem aqueles que começam a vida sob compromissos renovados e profundamente sentidos para com Deus e o dever. Nossos vínculos com Deus fortalecem os vínculos de cada relacionamento. Primeiro, entregaram-se ao Senhor e depois a nós (2 Coríntios 8:5).
- Em seguida, estabeleceu tanto o juramento da coroação quanto o juramento de lealdade, pacta conventa — o pacto entre o rei e o povo pelo qual o rei se obrigava a governar segundo a lei e proteger seus súditos, enquanto eles, se ele assim agisse, se obrigavam a obedecê-lo e a lhe prestar fé e verdadeira lealdade.
As alianças nos lembram dos deveres que já nos obrigam e nos comprometem com eles. Em todas as relações, é bom que as partes se entendam plenamente, sobretudo na relação entre príncipe e súdito: que um compreenda os limites de seu poder e prerrogativas, e o outro, os de sua liberdade e propriedade; e jamais sejam removidos os antigos marcos que nossos pais estabeleceram.
II. Os bons começos que ele edificou sobre esses fundamentos:
- Em cumprimento à aliança com Deus, aboliram imediatamente a idolatria que os reis anteriores haviam introduzido em conformidade com a casa de Acabe:
Todo o povo da terra, a multidão, reuniu-se para demonstrar seu zelo contra a idolatria; agora que tinham uma liderança tão boa, todos se dispunham a ajudar a derrubar o templo de Baal, seus altares e suas imagens (v. 18).
Ao que parece, todos os adoradores de Baal o abandonaram; somente o sacerdote dele, Matã, permaneceu junto ao altar.
Embora todos tivessem abandonado Baal, ele não o fez; ali foi morto, o melhor sacrifício que jamais se ofereceu naquele altar.
Depois de destruírem o templo de Baal, designaram encarregados para o templo de Deus, a fim de que o serviço a Deus fosse realizado regularmente pelas pessoas apropriadas, no tempo devido e segundo o rito estabelecido.
- Em cumprimento à aliança que haviam feito entre si, mostraram prontidão mútua e satisfação uns com os outros:
(1.) O rei foi conduzido com pompa ao palácio real e ali se sentou no trono do juízo, os tronos da casa de Davi (v. 19), pronto para receber petições e recursos e encaminhá-los a Joiada, para que este respondesse e proferisse julgamento.
(2.) O povo se alegrou, e Jerusalém ficou em paz (v. 20), e Josefo diz que celebraram muitos dias de festa e alegria, confirmando a observação de Salomão (Provérbios 11:10): “Quando tudo vai bem para os justos, a cidade se alegra; quando os ímpios perecem, há júbilo.”