Matthew Henry

Provérbios 31

Argumento

Este capítulo foi acrescentado aos provérbios de Salomão. Alguns pensam que é do mesmo autor, supondo que o rei Lemuel seja o rei Salomão; outros, que foi incluído apenas por ser da mesma natureza, embora deixado por escrito por outro autor, chamado Lemuel.

Seja como for, é uma profecia e, portanto, foi dada por inspiração e direção de Deus. Lemuel estava sob essa direção ao escrevê-la e dar-lhe esta forma, assim como sua mãe ao lhe ditar o conteúdo.

Aqui estão: I. Uma exortação a Lemuel, jovem príncipe, para que se guarde dos pecados aos quais seria tentado e cumpra os deveres da posição para a qual foi chamado, vv. 1-9.

II. A descrição de uma mulher virtuosa, especialmente como esposa e senhora de uma família. A mãe de Lemuel a compôs não como elogio a si mesma, embora sem dúvida fosse um retrato fiel seu, mas ou como instrução às suas filhas, assim como os versículos anteriores foram dirigidos ao filho, ou como orientação para ele na escolha de uma esposa.

Ela deve ser casta e modesta, diligente e econômica, dedicada ao marido, zelosa por sua família, prudente no falar e na educação dos filhos e, acima de tudo, conscienciosa em seu dever para com Deus. Se ele puder encontrar uma mulher assim, ela o fará feliz, vv. 10-31.

Versículos 1 a 9

Conselhos Maternos ao Rei Lemuel.

A maioria dos intérpretes é da opinião de que Lemuel é Salomão. O nome significa alguém que é para Deus ou dedicado a Deus; portanto, combina bem com o nome honroso que, por designação divina, foi dado a Salomão (2 Samuel 12:25): Jedidias, amado do Senhor.

Supõe-se que Lemuel fosse um nome bonito, carinhoso e afetuoso pelo qual sua mãe costumava chamá-lo. Ele dava tanto valor ao lugar que ocupava no afeto materno que não se envergonhava de apresentar-se por esse nome.

Teríamos mais inclinação a pensar que é Salomão quem nos conta aqui o que sua mãe lhe ensinou, pois ele também nos conta (Provérbios 4:4) o que seu pai lhe ensinou.

Alguns, porém, pensam, e a conjectura não é improvável, que Lemuel foi príncipe de algum país vizinho, cuja mãe era filha de Israel, talvez da casa de Davi, e lhe ensinou estas boas lições.

Repare: 1. É dever das mães, assim como dos pais, ensinar aos filhos o que é bom, para que o façam, e o que é mau, para que o evitem. Quando são pequenos e tenros, ficam sobretudo sob os olhos da mãe, que então tem a oportunidade de moldar e formar bem sua mente; ela não deve deixar escapar essa oportunidade.

  1. Até os reis precisam ser instruídos na fé; o maior dos homens é menor que a menor das ordenanças de Deus.

  2. Os que chegaram à maturidade devem recordar e mencionar muitas vezes as boas instruções que receberam quando crianças, para advertência própria, edificação dos outros e honra daqueles que os guiaram na juventude.

Agora, no catecismo desta mãe, desta rainha-mãe, observe:

I. Sua interpelação ao jovem príncipe, com a qual o detém, reivindica sua ligação com ele e desperta sua atenção para o que está prestes a dizer (v. 2): “O quê, meu filho? Que te direi?” Ela fala como quem pondera que conselho lhe dar e escolhe palavras para argumentar com ele; tamanha é sua preocupação com o bem-estar do filho!

Ou: “O que é que tu estás fazendo?” Parece uma pergunta em tom de altercação. Quando ele era jovem, ela observou que se inclinava demais às mulheres e ao vinho; por isso, achou necessário chamá-lo à responsabilidade e falar-lhe francamente.

“O quê, meu filho? É esse o rumo que pretendes dar à tua vida? Não te ensinei coisa melhor? Preciso censurar-te, e censurar-te severamente, e tu deves aceitá-lo bem, pois:”

  1. “Tu descendes de mim; és filho do meu ventre. Portanto, o que digo vem da autoridade e do afeto de mãe e não pode ser tido por fruto de má vontade. És parte de mim. Dei-te à luz com dores, e não espero outra recompensa por todo o esforço que fiz e suportei por ti, senão esta: sê sábio e bom; então estarei bem recompensada.”

  2. “Tu és dedicado ao meu Deus; és filho dos meus votos, o filho que pedi a Deus que me desse e prometi devolver-lhe, como de fato fiz” (assim Samuel foi filho dos votos de Ana).

“És o filho por quem muitas vezes orei, pedindo a Deus que te concedesse sua graça (Salmos 72:1). Haverá de se perder uma criança por quem tantas orações foram feitas? E todas as minhas esperanças a teu respeito serão frustradas?”

Nossos filhos, dedicados a Deus pelo batismo, por quem e em nome de quem fizemos aliança com Deus, podem muito bem ser chamados filhos de nossos votos. Assim como isso pode ser um bom apelo perante Deus em nossas orações por eles, assim também pode ser um bom apelo perante eles nas instruções que lhes damos.

Podemos lembrar-lhes que foram batizados, que são filhos de nossos votos e que correm perigo se romperem as amarras sob as quais foram solenemente colocados na infância.

II. A advertência que ela lhe faz contra os dois pecados devastadores da impureza e da embriaguez, que seriam certamente sua ruína se ele se entregasse a eles:

  1. Contra a impureza (v. 3): “Não dês tua força às mulheres”, isto é, às mulheres estranhas. Ele não deve ser mole e efeminado, nem gastar em conversas vãs com as mulheres o tempo que deveria dedicar à aquisição de conhecimento e à condução dos negócios.

Tampouco deve empregar seu engenho, que é a força da alma, em cortejá-las e elogiá-las, quando deveria usá-lo nos assuntos do governo.

“Evita especialmente todo adultério, fornicação e lascívia, que desgastam a força do corpo e lhe trazem doenças perigosas. Não entregues teus caminhos, teus afetos e tua conduta àquilo que destrói reis, que já destruiu muitos e que abalou até o reino do próprio Davi, no caso de Urias. Que o sofrimento dos outros te sirva de aviso.”

Isso diminui a honra dos reis e os torna desprezíveis. São aptos a governar os outros aqueles que são escravos dos próprios desejos? Isso os incapacita para os negócios e enche sua corte com as criaturas mais vis e piores.

Os reis estão expostos a tentações desse tipo, pois têm recursos tanto para satisfazer seus caprichos quanto para custear o pecado. Por isso, devem redobrar a vigilância; se quiserem proteger o povo do espírito impuro, precisam ser exemplos de pureza. Pessoas de condição mais humilde também podem aplicar a advertência a si mesmas. Que ninguém entregue sua força àquilo que destrói almas.

  1. Contra a embriaguez, vv. 4-5. Ele não deve beber vinho nem bebida forte em excesso; nunca deve sentar-se para beber, como se costumava fazer no dia de seu rei, quando os príncipes o adoeceram com garrafas de vinho, Oseias 7:5.

Qualquer que fosse a tentação proveniente da excelência do vinho ou dos encantos da companhia, deveria negar-se a si mesmo e manter rigorosa sobriedade, considerando:

(1.) A inconveniência da embriaguez num rei. Ainda que alguns a chamem de refinamento e diversão da moda, não é para os reis, ó Lemuel, não é para os reis concederem a si mesmos essa liberdade. Isso rebaixa sua dignidade e profana sua coroa ao confundir a cabeça que a usa; aquilo que por um tempo os desumaniza, por um tempo também os destrona.

Diremos: “Eles são deuses”? Não; são piores que os animais que perecem. Todos os cristãos foram feitos reis e sacerdotes para nosso Deus e devem aplicar isso a si mesmos. Não é para os cristãos, não é para os cristãos beber em excesso; se o fizerem, rebaixam-se. Isso não convém aos herdeiros do reino nem aos sacerdotes espirituais, Levítico 10:9.

(2.) Suas más consequências (v. 5): para que não bebam até perder entendimento e memória, bebam e se esqueçam da lei pela qual devem governar. Assim, em vez de fazer o bem com seu poder, causarão prejuízo com ele, perverterão ou alterarão o julgamento de todos os filhos da aflição e, quando deveriam fazer-lhes justiça, os lesarão e aumentarão sua aflição.

É triste a queixa feita a respeito dos sacerdotes e profetas (Isaías 28:7): erraram por causa do vinho e se desviaram por causa da bebida forte. O efeito é igualmente mau nos reis, que, quando estão bêbados ou embriagados pelo amor ao vinho, inevitavelmente tropeçam no julgamento.

Os juízes precisam ter a cabeça lúcida; não a podem ter aqueles que tantas vezes se deixam atordoar e se tornam incapazes de julgar até as coisas mais comuns.

III. O conselho que ela lhe dá para fazer o bem:

  1. Deve fazer o bem com seus bens. Os grandes não devem pensar que receberam abundância apenas para fazer provisão para a carne, para satisfazer suas paixões e poder entregar-se mais livremente às próprias inclinações; não, mas para que com ela possam socorrer os aflitos, vv. 6-7.

“Tens vinho ou bebida forte à tua disposição. Em vez de prejudicar a ti mesmo com eles, usa-os para beneficiar os outros; dá-os àqueles que precisam deles.”

Os que têm recursos não devem dar apenas pão a quem tem fome e água a quem tem sede. Devem também dar bebida forte a quem está prestes a perecer por doença ou dor, e vinho aos melancólicos e de coração pesado.

A bebida foi destinada a animar e reavivar o espírito e alegrar o coração, como faz quando há necessidade dela. Não foi destinada a sobrecarregá-lo e oprimi-lo, como acontece quando não há necessidade.

Devemos negar a nós mesmos os prazeres dos sentidos para ter com que aliviar as misérias dos outros. Devemos alegrar-nos por ver nossas sobras e iguarias mais bem destinadas àqueles para quem serão um verdadeiro benefício do que a nós, para quem seriam uma verdadeira injúria.

Que os que estão prestes a perecer bebam com sobriedade. Assim, a bebida poderá reanimar-lhes o espírito abatido a ponto de esquecerem por algum tempo sua pobreza e não se lembrarem mais de sua miséria, ficando mais capazes de suportá-la.

Os judeus dizem que nisso se fundamentou o costume de dar aos condenados, a caminho da execução, uma bebida entorpecente, como fizeram com nosso Salvador.

Mas o propósito da passagem é mostrar que o vinho é um revigorante e, portanto, deve ser usado por necessidade, não por libertinagem; somente por quem precisa desse revigorante, como Timóteo, aconselhado a beber um pouco de vinho apenas por causa do estômago e de suas frequentes enfermidades, 1 Timóteo 5:23.

  1. Deve fazer o bem com seu poder, conhecimento e influência; administrar a justiça com zelo, coragem e compaixão, vv. 8-9.

(1.) Deve examinar pessoalmente as causas de seus súditos pendentes nos tribunais e inspecionar o trabalho de seus juízes e oficiais, para apoiar os que cumprem o dever e afastar os negligentes ou parciais.

(2.) Em todos os assuntos trazidos diante dele, deve julgar com justiça e, sem temer o rosto humano, proferir corajosamente a sentença conforme a equidade: “Abre a tua boca.” Isso denota a liberdade de expressão que príncipes e juízes devem exercer ao proferir sentenças.

Alguns observam que só os sábios abrem a boca, pois os tolos a mantêm sempre aberta: estão cheios de palavras.

(3.) Deve considerar-se especialmente obrigado a defender a inocência oprimida. Talvez aos magistrados inferiores faltassem zelo e sensibilidade para pleitear a causa dos pobres e necessitados; por isso, o próprio rei deveria intervir e apresentar-se como defensor:

[1.] Daqueles que foram injustamente acusados de crimes capitais, como Nabote, e destinados à morte para satisfazer a malícia de uma pessoa ou de um grupo. Convém ao rei intervir num caso assim para preservar o sangue inocente.

[2.] Daqueles contra quem se moveram ações injustas para privá-los de seus direitos, porque eram pobres e necessitados e não tinham meios de defendê-los, pois não podiam pagar um advogado. Também nesse caso os reis devem defender os pobres.

Especialmente, [3.] Daqueles que eram mudos e não sabiam falar por si, seja ou por fraqueza ou por medo, seja porque o acusador não lhes dava oportunidade de falar ou o tribunal os intimidava.

É nobre falar por aqueles que não podem falar por si, que estão ausentes, não têm palavras prontas ou são tímidos. Nossa lei estabelece que o juiz seja também conselheiro do réu.

Versículos 10 a 31

A Mulher Virtuosa.

Esta descrição da mulher virtuosa mostra que tipo de esposa as mulheres devem procurar ser e que tipo de esposa os homens devem escolher. Compõe-se de vinte e dois versículos, cada qual iniciado, em sequência, por uma letra do alfabeto hebraico, como alguns dos Salmos.

Isso leva alguns a pensar que ela não fazia parte da lição ensinada pela mãe de Lemuel, mas era um poema independente, escrito por outra pessoa. Talvez fosse repetido habitualmente entre os judeus piedosos; a forma alfabética facilitaria sua memorização.

Temos um resumo dela no Novo Testamento (1 Timóteo 2:9, 10; 1 Pedro 3:1-6), onde os deveres prescritos às esposas concordam com esta descrição da boa esposa.

Com razão se dá tanta importância ao assunto: a sabedoria e a bondade das mães contribuem tanto quanto qualquer outra coisa para conservar a religião nas famílias e transmiti-la à posteridade. Todos percebem também quanto isso importa para os bens e a prosperidade material da casa. Quem deseja prosperar precisa pedir licença à esposa. Aqui estão:

I. Uma pergunta geral sobre essa mulher (v. 10). Observe:

  1. A pessoa procurada: uma mulher virtuosa, uma mulher de força, como diz a palavra. Embora seja o vaso mais frágil, a sabedoria, a graça e o temor de Deus a tornam forte. É a mesma palavra usada para caracterizar os bons juízes (Êxodo 18:21): homens capazes, qualificados para a tarefa a que são chamados, homens de verdade que temem a Deus.

Segue-se, portanto, que uma mulher virtuosa é uma mulher de ânimo, que domina o próprio espírito e sabe lidar com o espírito dos outros; é piedosa e trabalhadora, auxiliadora adequada ao homem. Em contraste com essa força, lemos sobre a fraqueza do coração de uma mulher prostituta e dominadora, Ezequiel 16:30.

A mulher virtuosa é resoluta: tendo adotado bons princípios, mantém-se firme e constante neles e não se deixa intimidar por ventos e nuvens no cumprimento de qualquer dever.

  1. A dificuldade de encontrar uma assim: Quem poderá encontrá-la? Isso sugere que as boas mulheres são muito raras e que muitas que parecem sê-lo não se mostram assim. Quem pensou ter encontrado uma mulher virtuosa enganou-se: eis que era Lia, não a Raquel que esperava.

Mas quem pretende casar-se deve procurar diligentemente uma mulher assim, fazendo disso sua principal consideração em toda a busca. Deve cuidar para não se deixar influenciar pela beleza ou alegria, bens ou linhagem, por vestir-se ou dançar bem.

A mulher pode ter tudo isso sem ser virtuosa; por outro lado, muitas são na verdade virtuosas sem possuir essas vantagens que as recomendariam.

  1. O valor indescritível de tal mulher e a estima que o marido deve ter por ela, mostrando-a mediante gratidão a Deus, bondade e respeito à esposa. Ele nunca deve achar que já fez demais por ela. Seu preço está muito acima dos rubis e de todos os adornos caros com que as mulheres vaidosas se enfeitam. Quanto mais raras são essas boas esposas, mais devem ser valorizadas.

II. Uma descrição particular dela e de suas excelentes qualidades:

  1. Ela se empenha muito para conquistar a estima e o afeto do marido. Os que são de fato bons também serão bons em seus relacionamentos. Se uma boa mulher se casar, será uma boa esposa e procurará agradar ao marido, 1 Coríntios 7:34.

Embora ela mesma seja uma mulher de ânimo, seu desejo se volta para o marido: quer conhecer a vontade dele para ajustar-se a ela e aceita que ele a governe.

(1.) Conduz-se de modo que ele possa depositar nela plena confiança. Confia na castidade dela, pois ela nunca lhe deu o menor motivo de suspeita ou ciúme. Não é mal-humorada nem reservada, mas modesta e séria, e traz no rosto e na conduta todas as marcas da virtude. O marido sabe disso; por isso, seu coração confia nela em segurança. Ele fica tranquilo e a deixa tranquila.

Confia também em sua conduta: ela falará com prudência e discrição em toda companhia e agirá assim em todos os assuntos, sem lhe causar nem estrago nem descrédito.

Confia na fidelidade dela aos interesses dele: nunca trairá seus conselhos nem buscará interesses separados dos da família. Quando ele sai para cuidar dos assuntos públicos, sabe que ela dirigirá todos os negócios da casa tão bem quanto ele próprio faria se estivesse presente.

Boa esposa é aquela a quem se pode confiar essa tarefa; bom marido é aquele que deixa uma esposa assim administrar por ele.

(2.) Ela contribui tanto para o contentamento e a satisfação dele que ele não precisa de despojos: não precisa sair por aí espremendo e acumulando bens, como precisam aqueles cujas esposas são orgulhosas e perdulárias em casa.

Ela administra os assuntos dele de tal maneira que sempre está adiantado e tem tamanha abundância de bens próprios que não sente tentação de espoliar seus vizinhos. Considera-se tão feliz com ela que não inveja quem possui mais bens neste mundo. Não precisa deles: tem o suficiente porque tem tal esposa. Feliz o casal que encontra tamanha satisfação um no outro!

(3.) Fazer-lhe o bem é sua ocupação constante; teme praticar qualquer coisa, mesmo por descuido, que possa prejudicá-lo, v. 12. Mostra-lhe amor não com uma afeição tola, mas com gestos carinhosos e prudentes, acomodando-se ao temperamento dele sem contrariá-lo, dirigindo-lhe palavras boas, não más, nem mesmo quando está de mau humor.

Procura deixá-lo à vontade e providenciar-lhe o que convém na saúde e na doença. Quando ele sofre de algum mal, cuida dele com diligência e ternura. Nem por todo o mundo faria deliberadamente algo que pudesse causar estrago à pessoa, à família, aos bens ou à reputação dele.

Esse é seu zelo todos os dias da vida, não apenas no começo nem ocasionalmente quando está de bom humor, mas sempre. Não se cansa dos serviços que lhe presta. Faz-lhe o bem todos os dias, não só da vida dele, mas também da sua.

Se sobreviver ao marido, continuamente lhe fará o bem em seu zelo pelos filhos, pelos bens, pelo bom nome dele e por todos os assuntos que deixou. Lemos de bondade demonstrada não só aos vivos, mas também aos mortos, Rute 2:20.

(4.) Contribui para a reputação dele no mundo (v. 23): “Seu marido é conhecido nos portões”, conhecido por ter uma boa esposa. Pelos conselhos sábios e pela administração prudente dos assuntos dele, percebe-se que tem ao lado uma companheira sensata, cuja conversa o aprimora.

Por seu semblante alegre e sua disposição agradável, vê-se que ele tem em casa uma esposa agradável; a falta de tal esposa tornou o temperamento de muitos extraordinariamente amargo.

Ou melhor, por apresentar-se limpo e bem-arrumado, com tudo em si decoroso e bonito, mas sem ostentação, pode-se perceber que ele tem em casa uma boa esposa que zela por suas roupas.

  1. Ela se esforça nas tarefas de sua posição e sente prazer nelas. Essa parte de seu caráter é bastante desenvolvida aqui.

(1.) Detesta ficar parada sem fazer nada: “não come o pão da ociosidade”, v. 27. Embora não precise trabalhar para ganhar o pão, pois dispõe de bens de que viver, não o comerá ociosamente. Sabe que nenhum de nós foi enviado a este mundo para ficar à toa, que o diabo logo encontrará algo para fazermos quando não temos ocupação e que não convém comer a quem não quer trabalhar.

Alguns comem e bebem porque não encontram outra coisa para fazer, e as visitas desnecessárias acabam sendo recebidas com entretenimentos da moda. Isso é comer o pão da ociosidade, pelo qual ela não tem gosto: não faz nem recebe visitas ociosas, nem conversa à toa.

(2.) É zelosa em ocupar todo o seu tempo, sem desperdiçar nada. Ao acabar a luz do dia, não acha que chegou a hora de deixar o trabalho, como precisam fazer os que trabalham fora, nos campos (Salmos 104:23). Suas tarefas ficam dentro de casa, e valem a luz da vela; com ela, prolonga o dia. “Sua lâmpada não se apaga à noite”, v. 18.

É misericórdia dispor da luz da vela quando falta a do dia; aproveitá-la é dever de quem tem essa vantagem. Dizemos de um trabalho elaborado: cheira a lamparina.

(3.) Levanta-se cedo, quando ainda é noite (v. 15), para dar o desjejum aos servos, a fim de que estejam prontos a começar o trabalho com ânimo assim que o dia amanheça.

Não é das que passam a noite até de madrugada jogando cartas ou dançando e depois ficam na cama até o meio-dia. Não: a mulher virtuosa ama suas ocupações mais que o conforto ou o prazer e tem zelo por ser encontrada em seu dever a cada hora do dia.

Sente mais satisfação verdadeira por ter dado cedo de comer aos de sua casa do que aqueles que passaram a noite jogando podem sentir com o dinheiro que ganharam, e menos ainda com o que perderam. Quem tem família pela qual zelar não deve gostar demais da cama pela manhã.

(4.) Dedica-se ao trabalho que lhe é próprio. Não se ocupa do trabalho de um erudito, estadista ou lavrador, mas do trabalho das mulheres: procura lã e linho onde possa obter o melhor de cada um, nas condições mais favoráveis e pelo menor preço.

Mantém um estoque de ambos e de tudo o que é necessário para a fabricação de tecidos de lã e de linho (v. 13). Com isso, além de dar trabalho aos pobres, o que é um serviço muito bom, ela mesma trabalha, e trabalha de boa vontade com as mãos.

Trabalha com o conselho ou o prazer das mãos, como diz a palavra: põe-se à tarefa com alegria e habilidade, aplica-lhe não só as mãos, mas também a mente, e prossegue sem cansar-se de fazer o bem.

Ela mesma põe as mãos no fuso, ou roda de fiar, e segura a roca (v. 19). Não considera isso uma restrição à liberdade, uma diminuição de sua dignidade ou algo incompatível com seu descanso. Aqui, o fuso e a roca são mencionados para sua honra, enquanto os adornos das filhas de Sião são enumerados para seu descrédito, Isaías 3:18, etc.

(5.) Faz o que faz com todas as forças, sem tratar o trabalho como brincadeira (v. 17): “cinge os lombos de força e fortalece os braços”. Não se ocupa apenas de trabalhos feitos sentada nem daqueles que exigem só a execução esmerada dos dedos; existem trabalhos que quase não diferem de fazer nada.

Quando necessário, assume até uma tarefa que exige toda a força que possui; usa essa força como alguém que sabe ser esse o modo de adquirir ainda mais.

  1. Com prudente administração, faz seu trabalho dar bom resultado. Não labuta a noite toda para nada apanhar; ao contrário, percebe que sua mercadoria é boa (v. 18). Reconhece que todo o seu esforço produz proveito, e isso a anima a prosseguir.

Percebe que consegue fazer certas coisas melhor e por menos do que pagaria ao comprá-las. Pela observação, descobre qual ramo de seu trabalho proporciona o melhor retorno e a ele se dedica com mais afinco.

(1.) Traz provisões de tudo o que é necessário e conveniente para a família, v. 14. Nenhum navio mercante, não, nem mesmo a frota de Salomão, jamais trouxe retorno mais vantajoso que o trabalho dela.

Eles trazem mercadorias estrangeiras em troca dos produtos que exportam? Ela também o faz com o fruto do próprio trabalho. Se sua terra não produz algo de que necessita, ela consegue obtê-lo por meio da troca de seus produtos. Assim, traz de longe seu alimento.

Não é que aprecie mais as coisas só porque vêm de longe; mas, se precisar delas, por mais distantes que estejam, sabe como consegui-las.

(2.) Compra terras e amplia as propriedades da família (v. 16): “Ela considera um campo e o compra.” Avalia a vantagem que ele trará para a família e o retorno que dará; por isso o compra.

Ou, melhor, por mais que deseje o campo, só o compra depois de considerá-lo: se vale o preço, se pode retirar de seus recursos a quantia necessária, se o título de propriedade é válido, se a terra corresponde à descrição recebida e se dispõe do dinheiro para pagá-la.

Muitos se arruinaram comprando sem pensar. Quem deseja fazer uma compra vantajosa deve primeiro considerar e depois comprar.

Ela também planta uma vinha, mas com o fruto das próprias mãos. Não toma dinheiro emprestado nem se endivida para isso; usa o que consegue poupar dos ganhos de seu trabalho doméstico.

Ninguém deve gastar com coisas supérfluas antes de prosperar pela bênção de Deus sobre seu trabalho e poder arcar com a despesa. Então o fruto da vinha provavelmente será duas vezes mais doce, por ser fruto do trabalho honesto.

(3.) Equipa bem a casa e providencia boas roupas para si e para a família (v. 22): “Ela faz para si cobertas de tapeçaria”, com que enfeita os cômodos; pode ser-lhe consentido usá-las, pois ela mesma as fez.

Suas próprias roupas são ricas e esmeradas: seda e púrpura, próprias de sua posição. Embora não seja tão vaidosa que passe muito tempo se vestindo, nem faça do vestuário seu adorno ou motivo de orgulho, possui roupas preciosas e sabe usá-las bem.

As vestes de senador usadas pelo marido saem de sua própria fiação e têm aparência e durabilidade melhores do que quaisquer outras compradas. Também providencia roupas boas e quentes para os filhos e uniformes para os servos.

Não precisa temer o frio do inverno mais rigoroso: ela e a família dispõem de roupas suficientes para protegê-los, objetivo principal do vestuário. Toda a sua casa se veste de escarlate, tecido resistente e apropriado para o inverno, mas também rico e de boa aparência.

Todos usam roupas duplas, segundo outra leitura: têm mudas de roupa, trajes de inverno e de verão.

(4.) Comercia fora de casa. Produz mais do que ela e a família precisam; por isso, depois de abastecer suficientemente a casa, vende linho esmerado e cintos aos mercadores (v. 24), que os levam a Tiro, mercado das nações, ou a outra cidade comercial.

As famílias que vendem mais do que compram provavelmente prosperarão, assim como vai bem o reino quando exporta em abundância o que fabrica em seu território. Não é desonra para pessoas da mais alta posição venderem o que lhes sobra, negociarem e enviarem mercadorias por mar.

(5.) Reserva recursos para o futuro: ela se alegrará no tempo vindouro, pois acumulou boas provisões para a família e bons quinhões para os filhos. Os que se esforçam na força da idade terão satisfação e alegria na velhice, tanto ao recordar o trabalho quanto ao colher seus benefícios.

  1. Zela pela família e por todos os seus assuntos; dá alimento aos de sua casa (v. 15), a cada um a porção no tempo devido, de modo que nenhum servo tenha motivo para queixar-se de receber pouco ou de ter alimentação ruim.

Também dá uma porção às servas, isto é, tanto uma tarefa quanto alimento; todas saberão qual é seu trabalho e terão sua tarefa. Atenta para o andamento de sua casa (v. 27) e inspeciona os costumes de todos os seus servos, para corrigir o que houver de errado entre eles.

Faz com que todos se conduzam adequadamente e cumpram os deveres para com Deus, uns para com os outros e para com ela. Assim fez Jó, que afastou a iniquidade de sua tenda, e Davi, que não admitiria coisa perversa em sua casa. Não se intromete nos assuntos de outras famílias; considera suficiente zelar bem pela sua.

  1. É caridosa com os pobres, v. 20. Dedica-se tanto a dar quanto a adquirir; muitas vezes socorre os pobres com as próprias mãos, livremente, com alegria e grande generosidade, estendendo a mão.

Não socorre apenas seus vizinhos pobres e os que estão perto: estende as mãos aos necessitados distantes e busca oportunidades de fazer o bem e repartir. Isso é tão boa administração doméstica quanto qualquer outra coisa que faça.

  1. Em tudo o que fala, é discreta e atenciosa. Não é tagarela, crítica nem irritadiça, como algumas mulheres que sabem trabalhar; ao contrário, abre a boca com sabedoria. Quando fala, mostra grande prudência e vai direto ao ponto. Cada palavra revela o quanto se governa pelas regras da sabedoria.

Além de agir com prudência, dá conselhos prudentes aos outros, não assumindo a autoridade de quem dita ordens, mas com afeto de amiga e maneiras atenciosas: em sua língua está a lei da bondade; tudo o que diz é governado por essa lei.

A lei do amor e da bondade está escrita no coração, mas se manifesta na língua. Se tivermos afeto uns pelos outros, isso aparecerá em palavras afetuosas. É chamada lei da bondade porque estabelece uma regra para os outros, para todos com quem ela conversa.

Sua sabedoria e sua bondade, juntas, dão autoridade a tudo o que diz: inspiram respeito e obediência. Como são poderosas as palavras certas!

Em sua língua está a lei da graça ou da misericórdia, como alguns leem, entendendo-a como a palavra e a lei de Deus, das quais ela gosta de falar aos filhos e servos.

Está cheia de conversas piedosas e religiosas e as conduz com prudência. Isso mostra como seu coração está cheio de pensamentos sobre o outro mundo mesmo quando suas mãos estão ocupadas ao máximo com este.

  1. O que completa e coroa seu caráter é que teme o Senhor, v. 30. Com todas essas boas qualidades, não lhe falta a única coisa necessária: é na verdade piedosa. Em tudo o que faz, orienta-se por princípios de consciência e pelo respeito a Deus.

Isso é preferido aqui muito acima da beleza, que é vã e enganosa. Todos os sábios e bons a consideram assim e não medem por ela o próprio valor nem o dos outros.

A beleza não recomenda ninguém a Deus nem é indicação segura de sabedoria e bondade. Contudo, enganou muitos homens que por ela escolheram a esposa. Uma alma impura e deformada pode habitar num corpo formoso e belo.

Ou melhor, a beleza expôs muitas mulheres a tentações que arruinaram sua virtude, sua honra e sua alma preciosa. Na melhor das hipóteses, ela é passageira; por isso, é vã e enganosa.

Um acesso de doença logo a manchará e apagará; mil acidentes podem destruir essa flor em plena vida. A velhice certamente a fará murchar, e a morte e o túmulo a consumirão.

O temor de Deus que reina no coração, porém, é a beleza da alma. Recomenda a pessoa que o possui ao favor divino e é de grande valor aos olhos de Deus. Durará para sempre e desafiará a própria morte: ela consome a beleza do corpo, mas aperfeiçoa a beleza da alma.

III. A felicidade desta mulher virtuosa:

  1. Encontra na própria mente o conforto e a satisfação de sua virtude (v. 25): “Força e honra são suas vestes.” Com elas se cobre, isto é, encontra satisfação em si mesma, e com elas se apresenta ao mundo, conquistando estima.

Desfruta firmeza e constância de espírito, tendo ânimo para suportar as muitas adversidades e decepções que até os sábios e virtuosos devem esperar neste mundo. Essas qualidades são suas vestes, tanto para proteção quanto para decoro.

Age honradamente com todos e tem prazer nisso; alegrar-se-á no tempo vindouro. Quando envelhecer, recordará com satisfação que não foi ociosa nem inútil na juventude. No dia da morte, será agradável pensar que viveu para algum bom propósito.

Ou melhor, ela se alegrará na eternidade futura: receberá por sua bondade plenitude de alegria e prazeres para sempre.

  1. É grande bênção para seus familiares, v. 28.

(1.) Os filhos crescem junto dela e a chamam bem-aventurada. Falam bem dela, recomendam-na por sua própria conduta e estão prontos a fazer-lhe grandes elogios. Oram por ela e bendizem a Deus por terem tido uma mãe tão boa.

É uma dívida que têm para com ela, parte da honra que o quinto mandamento exige prestar ao pai e à mãe. O bom pai e a boa mãe merecem honra redobrada.

(2.) O marido considera-se tão feliz com ela que aproveita toda ocasião para falar bem dela como uma das melhores mulheres. Não há inconveniência alguma nisso; ao contrário, é uma demonstração louvável de amor conjugal que marido e mulher deem um ao outro os elogios merecidos.

  1. Recebe o louvor de todos os vizinhos, como Rute, de quem toda a cidade sabia que era mulher virtuosa, Rute 3:11. A virtude terá seu louvor, Filipenses 4:8. A mulher que teme ao Senhor será louvada por Deus (Romanos 2:29) e também pelos homens. Aqui se mostra:

(1.) Que ela será muito louvada (v. 29): “Muitas procederam virtuosamente.” Parece que as mulheres virtuosas são joias preciosas, mas não tão raras quanto o v. 10 sugeria. Houve muitas; contudo, esta não tem igual. Quem encontrará outra como ela? Ela supera todas.

Repare: os bons devem desejar e buscar distinguir-se pela virtude. Muitas filhas, na casa do pai e ainda solteiras, procederam virtuosamente; a boa esposa, porém, se for virtuosa, supera todas elas e faz mais bem na posição que ocupa do que elas podem fazer na sua.

Ou, conforme outra explicação, um homem não terá a casa tão bem cuidada por boas filhas quanto por uma boa esposa.

(2.) Que ela será louvada de modo incontestável, sem contradição, v. 31. Alguns recebem elogios acima do que merecem; os que a louvam, porém, apenas lhe dão o fruto das mãos, aquilo que conquistou com muito trabalho e que lhe é devido por justiça. É injustiçada se não o receber.

Repare: devem ser louvados aqueles cujo fruto das mãos merece louvor. A árvore é conhecida pelos frutos; portanto, se o fruto é bom, devemos falar bem da árvore.

Se os filhos são obedientes e respeitosos para com ela e se comportam como devem, dão-lhe o fruto de suas mãos. Ela colhe o benefício de todo o zelo que lhes dedicou e considera-se bem recompensada. Os filhos devem procurar retribuir assim aos pais; isso é exercer a piedade em casa, 1 Timóteo 5:4.

Se, porém, os homens forem injustos, a realidade falará por si: as próprias obras dela a louvarão nos portões, publicamente diante de todo o povo.

[1.] Deixa que suas obras a louvem, sem cortejar o aplauso dos homens. Não são mulheres na verdade virtuosas aquelas que gostam de ouvir elogios a si mesmas.

[2.] As próprias obras a louvarão. Ainda que parentes e vizinhos se calem por completo, suas boas obras proclamarão seu louvor. As viúvas fizeram o melhor elogio a Dorcas ao mostrar as túnicas e roupas que ela fizera para os pobres, Atos 9:39.

[3.] O mínimo que se pode esperar dos vizinhos é que deixem as obras dela louvá-la e nada façam para impedir isso. Os que fazem o bem recebam por ele o louvor (Romanos 13:3). Não devemos dizer ou fazer nada, por inveja, para diminuí-lo; antes, que ele nos desperte uma santa emulação.

Que ninguém receba de nós um mau testemunho se até a própria verdade dá dele bom testemunho. Assim se fecha este espelho para as senhoras, que são convidadas a abri-lo e a se adornar conforme ele. Se o fizerem, seu adorno será achado digno de louvor, honra e glória na manifestação de Jesus Cristo.

Vinte capítulos do livro de Provérbios, do capítulo 10 ao 29, compõem-se em grande parte de frases completas em cada versículo. Por isso, não foi fácil organizá-los sob temas próprios nem reunir seu conteúdo.

Reuni aqui o conteúdo de todos esses capítulos, o que talvez ajude quem deseja ver de uma só vez tudo o que eles dizem sobre determinado assunto. Talvez eu não tenha colocado alguns versículos sob os mesmos temas que outra pessoa escolheria; espero, porém, que a maioria se ajuste naturalmente aos lugares que lhes atribuí.

  1. Do consolo ou dor que os pais encontram nos filhos, conforme sejam sábios ou tolos, piedosos ou ímpios, Provérbios 10:1; Provérbios 15:20; Provérbios 17:21, 25; Provérbios 19:13, 26; Provérbios 23:15, 16, 24, 25; Provérbios 27:11; Provérbios 29:3.

  2. Da insuficiência do mundo e da suficiência da religião para nos fazer felizes (Provérbios 10:2, 3; Provérbios 11:4), bem como da preferência pelos ganhos da virtude acima dos ganhos deste mundo, Provérbios 15:16, 17; Provérbios 16:8, 16; Provérbios 17:1; Provérbios 19:1; Provérbios 28:6, 11.

  3. Da preguiça e da diligência, Provérbios 10:4, 26; Provérbios 12:11, 24, 27; Provérbios 13:4, 23; Provérbios 15:19; Provérbios 16:26; Provérbios 18:9; Provérbios 19:15, 24; Provérbios 20:4, 13; Provérbios 21:5, 25, 26; Provérbios 22:13, 29; Provérbios 24:30-34; Provérbios 26:13-16.

Provérbios 27:18, 23, 27; Provérbios 28:19. Em particular, do aproveitamento ou descuido das oportunidades, Provérbios 6:6; Provérbios 10:5.

  1. Da felicidade dos justos e da miséria dos perversos, Provérbios 10:6, 9, 16, 24, 25, 27-30; Provérbios 11:3, 5-8, 18-21, 31; Provérbios 12:2, 3, 7, 13, 14, 21, 26, 28; Provérbios 13:6, 9, 14, 15, 21, 22, 25; Provérbios 14:11, 14, 19, 32; Provérbios 15:6, 8, 9, 24, 26, 29; Provérbios 20:7; Provérbios 21:12, 15, 16, 18, 21; Provérbios 22:12; Provérbios 28:10, 18; Provérbios 29:6.

  2. Da honra e da desonra, Provérbios 10:7; Provérbios 12:8, 9; Provérbios 18:3; Provérbios 26:1; Provérbios 27:21. E da vanglória, Provérbios 25:14, 27; Provérbios 27:2.

  3. Da sabedoria da obediência e da loucura da desobediência, Provérbios 10:8, 17; Provérbios 12:1, 15; Provérbios 13:1, 13, 18; Provérbios 15:5, 10, 12, 31, 32; Provérbios 19:16; Provérbios 28:4, 7, 9.

  4. Da capacidade de causar dano e da utilidade, Provérbios 10:10, 23; Provérbios 11:9-11, 23, 27; Provérbios 12:5, 6, 12, 18, 20; Provérbios 13:2; Provérbios 14:22; Provérbios 16:29, 30; Provérbios 17:11; Provérbios 21:10; Provérbios 24:8; Provérbios 26:23, 27.

  5. Do louvor do discurso sábio e bom, e do prejuízo e da vergonha de uma língua sem freio, Provérbios 10:11, 13, 14, 20, 21, 31, 32; Provérbios 11:30; Provérbios 14:3; Provérbios 15:2, 4, 7, 23, 28; Provérbios 16:20, 23, 24; Provérbios 17:7; Provérbios 18:4, 7, 20, 21; Provérbios 20:15; Provérbios 21:23; Provérbios 23:9; Provérbios 24:26; Provérbios 25:11.

  6. Do amor e do ódio, da disposição pacífica e da disputa, Provérbios 10:12; Provérbios 15:17; Provérbios 17:1, 9, 14, 19; Provérbios 18:6, 17-19; Provérbios 20:3; Provérbios 25:8; Provérbios 26:17, 21; Provérbios 29:9.

  7. Dos ricos e dos pobres, Provérbios 10:5, 22; Provérbios 11:28; Provérbios 13:7, 8; Provérbios 14:20, 24; Provérbios 18:11, 23; Provérbios 19:1, 4, 7, 22; Provérbios 22:2, 7; Provérbios 28:6, 11; Provérbios 29:13.

  8. Da mentira, fraude e dissimulação, e da verdade e sinceridade, Provérbios 10:18; Provérbios 12:17, 19, 22; Provérbios 13:5; Provérbios 17:4; Provérbios 20:14, 17; Provérbios 26:18, 19, 24-26, 28.

  9. Da calúnia, Provérbios 10:18; Provérbios 16:27; Provérbios 25:23.

  10. Da tagarelice e do silêncio, Provérbios 10:19; Provérbios 11:12; Provérbios 12:23; Provérbios 13:3; Provérbios 17:27, 28; Provérbios 29:11, 20.

  11. Da justiça e da injustiça, Provérbios 11:1; Provérbios 13:16; Provérbios 16:8, 11; Provérbios 17:15, 26; Provérbios 18:5; Provérbios 20:10, 23; Provérbios 22:28; Provérbios 23:10, 11; Provérbios 29:24.

  12. Do orgulho e da humildade, Provérbios 11:2; Provérbios 13:10; Provérbios 15:25, 33; Provérbios 16:5, 18, 19; Provérbios 18:12; Provérbios 21:4; Provérbios 25:6, 7; Provérbios 28:25; Provérbios 29:23.

  13. Do desprezo e do respeito pelos outros, Provérbios 11:12; Provérbios 14:21.

  14. Da maledicência, Provérbios 11:13; Provérbios 16:28; Provérbios 18:8; Provérbios 20:19; Provérbios 26:20, 22.

  15. Da precipitação e da ponderação, Provérbios 11:14; Provérbios 15:22; Provérbios 18:13; Provérbios 19:2; Provérbios 20:5, 18; Provérbios 21:29; Provérbios 22:3; Provérbios 25:8-10.

  16. Da fiança, Provérbios 11:15; Provérbios 17:18; Provérbios 20:16; Provérbios 22:26, 27; Provérbios 27:13.

  17. Das mulheres ou esposas boas e más, Provérbios 11:16, 22; Provérbios 12:4; Provérbios 14:1; Provérbios 18:22; Provérbios 19:13, 14; Provérbios 21:9, 19; Provérbios 25:24; Provérbios 27:15, 16.

  18. Da misericórdia e da falta dela, Provérbios 11:17; Provérbios 12:10; Provérbios 14:21; Provérbios 19:17; Provérbios 21:13.

  19. Da caridade para com os pobres e da falta de caridade, Provérbios 11:24-26; Provérbios 14:31; Provérbios 17:5; Provérbios 22:9, 16, 22, 23; Provérbios 28:27; Provérbios 29:7.

  20. Da cobiça e do contentamento, Provérbios 11:29; Provérbios 15:16, 17, 27; Provérbios 23:4, 5.

  21. Da ira e da mansidão, Provérbios 12:16; Provérbios 14:17, 29; Provérbios 15:1, 18; Provérbios 16:32; Provérbios 17:12, 26; Provérbios 19:11, 19; Provérbios 22:24, 25; Provérbios 25:15, 28; Provérbios 26:21; Provérbios 29:22.

  22. Da melancolia e da alegria, Provérbios 12:25; Provérbios 14:10, 13; Provérbios 15:13, 15; Provérbios 17:22; Provérbios 18:14; Provérbios 25:20, 25.

  23. Da esperança e da expectativa, Provérbios 13:12, 19.

  24. Da prudência e da tolice, Provérbios 13:16; Provérbios 14:8, 18, 33; Provérbios 15:14, 21; Provérbios 16:21, 22; Provérbios 17:24; Provérbios 18:2, 15; Provérbios 24:3-7; Provérbios 17:27; Provérbios 26:6-11; Provérbios 28:5.

  25. Da traição e da fidelidade, Provérbios 13:17; Provérbios 25:13, 19.

  26. Das boas e más companhias, Provérbios 13:20; Provérbios 14:7; Provérbios 28:7; Provérbios 29:3.

  27. Da educação dos filhos, Provérbios 13:24; Provérbios 19:18; Provérbios 20:11; Provérbios 22:6, 15; Provérbios 23:12; Provérbios 23:14; Provérbios 29:15, 17.

  28. Do temor do Senhor, Provérbios 14:2, 26, 27; Provérbios 15:16, 33; Provérbios 16:6; Provérbios 19:23; Provérbios 22:4; Provérbios 23:17, 18.

  29. Do testemunho verdadeiro e falso, Provérbios 14:5, 25; Provérbios 19:5, 9, 28; Provérbios 21:28; Provérbios 24:28; Provérbios 25:18.

  30. Dos escarnecedores, Provérbios 14:6, 9; Provérbios 21:24; Provérbios 22:10; Provérbios 24:9; Provérbios 29:9.

  31. Da credulidade e da cautela, Provérbios 14:15, 16; Provérbios 27:12.

  32. Dos reis e de seus súditos, Provérbios 14:28, 34, 35; Provérbios 16:10, 12-15; Provérbios 19:6, 12; Provérbios 20:2, 8, 26, 28; Provérbios 22:11; Provérbios 24:23-25; Provérbios 25:2-5; Provérbios 28:2, 3, 15, 16; Provérbios 29:5, 12, 14, 26.

  33. Da inveja, especialmente da inveja dos pecadores, Provérbios 14:30; Provérbios 23:17, 18; Provérbios 24:1, 2, 19, 20; Provérbios 27:4.

  34. Da onisciência de Deus e de sua providência universal, Provérbios 15:3, 11; Provérbios 16:1, 4, 9, 33; Provérbios 17:3; Provérbios 19:21; Provérbios 20:12, 24; Provérbios 21:1, 30, 31; Provérbios 29:26.

  35. Da boa e da má reputação, Provérbios 15:30; Provérbios 22:1.

  36. Da boa opinião que os homens têm de si mesmos, Provérbios 14:12; Provérbios 16:2, 25; Provérbios 20:6; Provérbios 21:2; Provérbios 26:12; Provérbios 28:26.

  37. Da devoção a Deus e da dependência dele, Provérbios 16:3; Provérbios 18:10; Provérbios 23:26; Provérbios 27:1; Provérbios 28:25; Provérbios 29:25.

  38. Da felicidade de ter o favor de Deus, Provérbios 16:7; Provérbios 29:26.

  39. Dos incentivos à aquisição da sabedoria, Provérbios 16:16; Provérbios 18:1; Provérbios 19:8, 20; Provérbios 22:17-21; Provérbios 23:15, 16, 22-25; Provérbios 24:13, 14; Provérbios 27:11.

  40. Das advertências contra as tentações, Provérbios 16:17; Provérbios 29:27.

  41. Da velhice e da juventude, Provérbios 16:31; Provérbios 17:6; Provérbios 20:29.

  42. Dos servos, Provérbios 17:2; Provérbios 19:10; Provérbios 29:19, 21.

  43. Do suborno, Provérbios 17:8, 23; Provérbios 18:16; Provérbios 21:14; Provérbios 28:21.

  44. Da censura e da correção, Provérbios 17:10; Provérbios 19:25, 29; Provérbios 20:30; Provérbios 21:11; Provérbios 25:12; Provérbios 26:3; Provérbios 27:5, 6, 22; Provérbios 28:23; Provérbios 29:1.

  45. Da ingratidão, Provérbios 17:13.

  46. Da amizade, Provérbios 17:17; Provérbios 18:24; Provérbios 27:9, 10, 14, 17.

  47. Dos prazeres sensuais, Provérbios 21:17; Provérbios 23:1-3, 6-8, 19-21; Provérbios 27:7.

  48. Da embriaguez, Provérbios 20:1; Provérbios 23:23, 29-35.

  49. Da corrupção universal da natureza humana, Provérbios 20:9.

  50. Da bajulação, Provérbios 20:19; Provérbios 26:28; Provérbios 28:23; Provérbios 29:5.

  51. Dos filhos que não cumprem seus deveres, Provérbios 20:20; Provérbios 28:24.

  52. Da curta duração daquilo que é obtido ilicitamente, Provérbios 20:21; Provérbios 21:6, 7; Provérbios 22:8; Provérbios 28:8.

  53. Da vingança, Provérbios 20:22; Provérbios 24:17, 18, 29.

  54. Do sacrilégio, Provérbios 20:25.

  55. Da consciência, Provérbios 20:27; Provérbios 27:19.

  56. Da preferência pelos deveres morais em relação aos cerimoniais, Provérbios 15:8; Provérbios 21:3, 27.

  57. Da prodigalidade e do desperdício, Provérbios 21:20.

  58. Dos triunfos da sabedoria e da piedade, Provérbios 21:22; Provérbios 24:15, 16.

  59. Da obstinação e da docilidade, Provérbios 22:5.

  60. Da impureza, Provérbios 22:14; Provérbios 23:27, 28.

  61. Do desfalecimento na aflição, Provérbios 24:10.

  62. Da ajuda aos aflitos, Provérbios 24:11, 12.

  63. Da lealdade ao governo, Provérbios 24:21, 22.

  64. Do perdão aos inimigos, Provérbios 25:21, 22.

  65. Da maldição sem causa, Provérbios 26:2.

  66. Da resposta aos tolos, Provérbios 26:4, 5.

  67. Da instabilidade e da insatisfação, Provérbios 27:8, 20.

  68. Da covardia e da coragem, Provérbios 28:1.

  69. Do interesse do povo no caráter de seus governantes, Provérbios 28:12, 28; Provérbios 29:2, 16; Provérbios 11:10, 11.

  70. Do benefício do arrependimento e do santo temor, Provérbios 28:13, 14.

  71. Do castigo do homicídio, Provérbios 28:17.

  72. Da pressa de enriquecer, Provérbios 28:20, 22.

  73. Da inimizade dos perversos contra os piedosos, Provérbios 29:10, 27.

  74. Da necessidade dos meios de graça, Provérbios 29:18.


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